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Correio Braziliense

Rússia manda aviões de guerra para a Venezuela para manobras militares conjuntas

As Forças Aéreas de Rússia e Venezuela farão manobras conjuntas para a eventual defesa do país, cujo governo denuncia planos dos EUA para atacá-lo militarmente


postado em 10/12/2018 16:26 / atualizado em 10/12/2018 17:23

O Exército russo anunciou que a frota inclui dois bombardeios Tu-160, um avião de transporte An-124 e um avião de passageiros Il-62(foto: AFP)
O Exército russo anunciou que a frota inclui dois bombardeios Tu-160, um avião de transporte An-124 e um avião de passageiros Il-62 (foto: AFP)
 

A Rússia enviou para a Venezuela dois bombardeiros com capacidade nuclear para manobras militares conjuntas entre os dois países. Segundo o Ministério da Defesa venezuelano, esses exercícios servirão para "preparar a defesa do país caso seja necessário". No fim de semana, o governo chavista voltou a aumentar a retórica contra os Estados Unidos, a quem acusa de sabotagem econômica. 


Os dois aviões Tu-160 chegaram ao aeroporto de Maiquetía, nos arredores de Caracas nesta segunda-feira, 10, depois de uma viagem de 10 mil quilômetros. Segundo o ministério de Defesa da Rússia, as aeronaves percorreram o espaço aéreo internacional "estritamente" dentro da lei e foram escoltados, em alguns momentos da viagem, por caças noruegueses.

Os aviões, que foram utilizados nas operações militares russas na Síria, foram acompanhados também de um avião cargueiro An-124 e de um avião de passageiros Il-62. O Tu-160 é capaz de carregar mísseis nucleares e convencionais com um alcance de até 5,5 mil quilômetros.

"Devemos dizer ao povo venezuelano e ao mundo que cooperamos (com a Rússia) em várias áreas e também nos preparando para a defesa da Venezuela até o último palmo de terra caso seja necessário", disse o ministro de Defesa venezuelano, Vladimir Padrino.

A última vez em que a Rússia adotou medidas similares de enviar aviões de combate para a Venezuela foi durante a Guerra da Geórgia, em 2008, quando as tensões entre Moscou e Washington cresceram em virtude do apoio americano à ex-república soviética do Cáucaso.

Na semana passada, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, visitou a Rússia, onde discutiu as dívidas venezuelanas com o presidente Vladimir Putin, que se tornou nos últimos anos um dos principais financiadores do chavismo. (Com agências)

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