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Correio Braziliense

Casal brasileiro condenado por ajudar a tirar neto dos EUA

O juri de do Texas considerou o casal culpado por ajudar a filha a sair do país com o neto Nico Brann sem a autorização do pai americano


postado em 13/12/2018 08:34

(foto: Arquivo pessoal/Divulgação)
(foto: Arquivo pessoal/Divulgação)
 
Chicago, Estados Unidos - Um juiz federal do Texas condenou a uma breve pena de prisão o casal brasileiro Carlos e Jemima Guimarães por ajudar a levar seu neto dos Estados Unidos para o Brasil. Um juri da cidade de Houston considerou em maio Carlos e Jemima Guimarães culpados por ajudar sua filha a sair do país com o neto Nico Brann sem a autorização do pai americano.

O casal corria o risco de pegar até três anos de prisão, mas o juiz federal condenou nesta quarta-feira (13/12) Carlos Guimarães a três meses de detenção e Jemima, a um mês, além de uma multa de 75 mil dólares para cada um. O caso ocupou as manchetes da imprensa internacional após a prisão de Carlos e Jemima Guimarães, de  60 anos, em fevereiro passado, quando chegavam a Miami de férias.

A filha do casal, Marcelle Guimarães, levou o filho de três anos para o Brasil em 2013 sem a autorização do médico de Houston Chris Brann, pai da criança. Os dois haviam se divorciado em 2012. Brann afirma que sua ex-esposa alegou que faria uma viagem de apenas algumas semanas, mas Nico jamais voltou aos Estados Unidos.

O tribunal de Houston concluiu que Carlos e Jemima Guimarães ajudaram a ocultar a real motivação da filha de levar Nico para o Brasil, onde obteve a guarda plena do menino.

Durante o julgamento, a defesa alegou que Marcelle era vítima de violência doméstica. "O mundo precisa saber a verdade porque me casei com um monstro", disse Marcelle Guimarães - que hoje integra a lista de procurados pelo FBI - ao canal KHOU de Houston antes da sentença.

Brann foi ao Congresso dos EUA em 2016 para pedir a Washington que adotasse sanções contra o Brasil por violar a lei internacional que exige o regresso da criança ao seu país de origem diante da violação dos acordos bilaterais de custódia.

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