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Correio Braziliense

COP24: países definem regras para implementar Acordo de Paris

Com a adoção das regras a partir de 2020, as nações signatárias deverão trabalhar juntas para enfrentar o aquecimento global sob o Acordo de Paris


postado em 17/12/2018 08:44

(foto: Agência Brasil)
(foto: Agência Brasil)

Os representantes de mais de 150 países que se reuniram na Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP24), em Katowice, na Polônia, definiram executar uma série de regras que permitem a implementação do Acordo de Paris. A decisão foi unânime.

Com a adoção das regras a partir de 2020, as nações signatárias deverão trabalhar juntas para enfrentar o aquecimento global sob o Acordo de Paris.

Pelas medidas aprovadas, todas as nações, incluindo os países em desenvolvimento, devem detalhar os esforços em curso para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O primeiro relatório deve ser apresentado até o final de 2024.

Outra decisão é que as nações industrializadas informem às Nações Unidas a ajuda financeira que planejam fornecer aos países em desenvolvimento. Esses relatórios devem ser apresentados a cada dois anos. Este item ainda pode ser modificado.

As nações insulares e alguns outros países queriam metas mais elevadas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Mas os participantes não concordaram com esse artigo.

COP25
O Chile será o país-sede da COP25, marcada para o período de 11 a 22 de novembro de 2019. Inicialmente, a conferência estava prevista para ocorrer no Brasil. Mas o governo brasileiro abriu mão da organização do evento por "restrições fiscais e orçamentárias". Em sua conta no Twitter, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou ontem (15) que sua administração abriu mão de sediar “a Conferência Climática Mundial da ONU pois custaria mais de R$ 500 milhões ao Brasil”.

A organização do evento fica sempre a cargo de uma região diferente, de maneira rotativa, e no ano que vem será a vez da América Latina - neste ano, a cúpula foi realizada no Leste Europeu.

*Com informações da NHK, agência pública de notícias do Japão // Colaborou Ana Cristina Campos

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