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Correio Braziliense

China detém terceiro cidadão do Canadá, diz jornal National Post

A canadense, identificada como Sarah McIver, pode receber sanções administrativas, segundo o porta-voz do ministério, Hua Chunying


postado em 20/12/2018 08:38 / atualizado em 20/12/2018 08:39

Um terceiro cidadão canadense foi detido na China, informou na quarta-feira (19/12) o jornal National Post, citando o Ministério das Relações Exteriores do Canadá.

 

A porta-voz da chancelaria chinesa, Hua Chunying, disse que não havia lido a reportagem. Dois canadenses - o ex-diplomata Michael Kovrig e o empresário Michael Spavor - foram detidos depois que Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei, foi presa no dia 1º em Vancouver a pedido dos EUA, que a acusam de fraude.

A canadense, identificada como Sarah McIver, pode receber sanções administrativas, segundo o porta-voz do ministério, Hua Chunying.  O governo canadense confirmou na quarta-feira a detenção e considerou que não está vinculada à prisão no Canadá de uma diretora do grupo chinês Huawei, seguida pelas detenções de dois canadenses na China.

 

De acordo com o jornal Toronto National Post, que revelou a detenção da terceira cidadã canadense, Sarah McIver é uma professora da província de Alberta. Os preparativos para a repatriação estão em curso, de acordo com a publicação.

 

Em 10 de dezembro, as autoridades prenderam dois  canadenses que vivem na China: o ex-diplomata Michael Kovrig, funcionário do International Crisis Group (ICG), e Michael Spavor, consultor frequentemente relacionado com a Coreia do Norte.

 

A China alega que os dois homens representam uma ameaça para a "segurança nacional", mas vários analistas afirmaram que as detenções eram uma forma de pressionar Ottawa no caso Huawei

 

Pequim, que afirma que as duas detenções não estão relacionadas, demonstrou sua revolta com o Canadá após a detenção no início do mês da diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, a pedido da justiça americana.

 

Filha do fundador do gigante chinês das telecomunicações, a executiva foi colocada em liberdade após o pagamento de fiança na semana passda e aguarda sua audiência de extradição para os Estados Unidos, onde é acusada de cumplicidade em uma fraude para evitar as sanções americanas contra o Irã.



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