Publicidade

Correio Braziliense

A incrível odisseia de uma criança deficiente para ir à escola na Indonésia

Menino indonésio de oito anos consegue superar todos os obstáculos a cada dia para chegar à escola


postado em 20/12/2018 15:59

Mukhlis Abdul Holik, que não pode ficar de pé, percorre uma distância de cerca de seis quilômetros até a escola rastejando ou caminhando em suas mãos(foto: AFP)
Mukhlis Abdul Holik, que não pode ficar de pé, percorre uma distância de cerca de seis quilômetros até a escola rastejando ou caminhando em suas mãos (foto: AFP)
 
Sukabumi, Indonésia - Um menino indonésio de oito anos, que sofre uma deficiência física severa, consegue superar todos os obstáculos a cada dia para chegar à escola.

Mukhlis Abdul Holik, que não pode ficar de pé, percorre uma distância de cerca de seis quilômetros até a escola rastejando ou caminhando em suas mãos, que ele protege com sandálias.

Seus pés deformados e pernas curtas não permitem que ele alcance mais do que a altura do quadril de seus colegas de classe.

Apesar de sua deficiência, ele consegue atravessar os mesmos caminhos pedregosos e passar pela mesma ponte de madeira que as outras crianças para chegar ao colégio, no oeste da ilha de Java, acompanhado por sua mãe.

"A estrada é íngreme, mas todo dia ele chega lá", explica Pipin, sua mãe, que, como muitos indonésios, tem apenas um nome.

"Quando temos dinheiro ele pega um moto-táxi, mas quando temos dificuldades, ele precisa se arrastar. Mas nunca reclama, faça chuva ou faça sol vai à escola", acrescenta. 

A façanha do garoto atraiu atenção no país de 260 milhões de habitantes e possibilitou um encontro no início deste mês com o presidente Joko Widodo, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

"Quando nos conhecemos, perguntei a Abdul se ele queria alguma coisa", explicou o presidente em um comunicado. "Pensei que ele iria pedir um presente, mas ele apenas disse que queria ir para a faculdade", acrescentou.

"Quero ser bombeiro, médico ou astronauta", disse a criança à AFP.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade