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Correio Braziliense

França: coletes amarelos vão às ruas neste sábado (22/12) em menor número

Algumas centenas de pessoas cercadas por forças policiais marcharam em direção à Igreja Madeleine, próxima ao Palácio Elysée


postado em 22/12/2018 12:18 / atualizado em 22/12/2018 15:35

(foto: Zakaria Abdelkafi/AFP)
(foto: Zakaria Abdelkafi/AFP)

Os "coletes amarelos" voltaram às ruas de Paris neste sábado (22/12) para protestar, porém em menor número. Os protestos estavam desorganizados, com pequenos grupos dispersos em diferentes pontos de Paris. Algumas centenas de pessoas cercadas por forças policiais marcharam em direção à Igreja Madeleine, próxima ao Palácio Elysée. Foram registrados confrontos de alguns manifestantes que tentavam ultrapassar o bloqueio e policiais, que dispararam bombas de gás lacrimogêneo.

O Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, permaneceu fechado, depois de os "coletes amarelos" terem anunciado que protestariam em frente ao local. Somente alguns manifestantes apareceram. O maior número de pessoas em protesto se reuniu, pacificamente, aos pés da Basílica de Sacre Coeur, no bairro de Montmartre. O Museu do Louvre e a Torre Eiffel, que tinham sido fechados semanas atrás, permaneceram abertos.

Fora de Paris, cerca de 200 rotatórias permaneceram ocupadas em todo o país. No sul da França, perto da fronteira com a Espanha, dezenas de manifestantes bloquearam caminhões. Na região central do país, perto de Saint-Etienne, os manifestantes bloquearam estradas e fizeram fogueiras, mas o comércio local permaneceu aberto.

Nas últimas semanas, diversas manifestações do grupo trouxeram caos à capital francesa, com mais de cem pessoas detidas. O movimento inicialmente ia contra o aumento no preço de combustíveis, mas se transformou em uma ação nacional contra injustiças econômicas das quais os franceses com menor renda alegam serem vítimas.

O arrefecimento recente dos protestos se deve, em parte, às concessões feitas pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que incluem isenção de taxas ao longo do tempo e congelamento dos preços do gás e da eletricidade neste inverno. As medidas deverão custar cerca de 10 bilhões de euros (US$ 1,14 bilhão).

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