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Correio Braziliense

Emissões de CO2 nos EUA aumentaram em 2018, segundo estudo independente

Os analistas calculam que as emissões de CO2 relacionadas com a energia aumentaram 3,4% de um ano para o outro e os combustíveis consumidos pelos transportes continuam sendo a maior fonte de emissão


postado em 08/01/2019 19:07 / atualizado em 08/01/2019 19:33


 
Washington, Estados Unidos - Os Estados Unidos aumentaram suas emissões de dióxido de carbono em 2018, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (8/1) pelo instituto de pesquisa Rhodium Group. Os analistas calculam que as emissões de CO2 relacionadas com a energia aumentaram 3,4% de 2017 a 2018, o que significaria o maior incremento desde 2010 nos Estados Unidos.

A estimativa se baseou nas estatísticas energéticas do governo americano e em outros dados públicos e privados sobre o consumo de petróleo e a geração de energia durante os primeiros oito meses do ano. O carvão continuou perdendo impulso, enquanto o ano 2018 estabeleceu um recorde para o número de fechamentos de usinas de carvão, segundo o estudo.
 
Mas é o gás natural que o substitui na maioria dos casos, não as turbinas eólicas ou as usinas de energia solar. A queima de gás natural emite menos gases de efeito estufa que a do carvão, mas alimentou majoritariamente a demanda de eletricidade do ano passado, superando as energias solar e eólica.

Pelo terceiro ano consecutivo, os combustíveis consumidos pelo setor de transportes continuam sendo a maior fonte de emissões de CO2 na atmosfera nos Estados Unidos. As emissões aumentaram devido ao setor de transportes e aos aviões. A poluição de CO2 dos automóveis, porém, foi estável em comparação com 2017.

Este informe cobre as emissões de CO2 relacionadas com a energia, que representam aproximadamente três quartos do total das emissões de gases nos Estados Unidos - o metano, por exemplo, também contribui para o aquecimento global. As estatísticas oficiais totais só serão publicadas em 2020 pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. No entanto, a tendência é clara: "Os Estados Unidos já estavam atrasados para atingir os objetivos do Acordo de Paris, e a brecha é ainda maior no início de 2019", segundo o estudo.

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