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Correio Braziliense

Legisladores dos Estados Unidos criticam Pompeo por elogiar Bolsonaro

Os legisladores recordaram as primeiras medidas de Bolsonaro na presidência, incluindo a transferência para o ministério de Agricultura da sensível questão da demarcação das terras indígenas


postado em 10/01/2019 10:09

Pompeo compareceu, na semana passada, a posse de Bolsonaro(foto: Sérgio Lima/AFP)
Pompeo compareceu, na semana passada, a posse de Bolsonaro (foto: Sérgio Lima/AFP)

 
Washington, Estados Unidos - Legisladores democratas criticaram, nessa quarta-feira (9/1), o secretário americano de Estado, Mike Pompeo, por seus efusivos elogios ao presidente Jair Bolsonaro, sem tocar na questão dos direitos humanos no Brasil.

Pompeo compareceu, na semana passada, a posse de Bolsonaro e previu uma relação próxima entre Estados Unidos e Brasil, evocando "uma oportunidade transformadora para as duas nações" nas áreas de negócios e de segurança.

Em carta a Pompeo, seis legisladores democratas se disseram "confusos" por seu tom, acrescentando que "as preocupantes declarações passadas de Bolsonaro sobre direitos humanos já não estão limitadas à retórica".

Os legisladores recordaram as primeiras medidas de Bolsonaro na presidência, incluindo a transferência para o ministério de Agricultura da sensível questão da demarcação das terras indígenas e a exclusão da população LGBT como beneficiária das políticas destinadas à promoção dos direitos humanos do recém-criado ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Os legisladores, entre eles o novo presidente da comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes, Eliot Engel, e David Cicilline, diretor de um grupo legislativo que promove os direitos das pessoas LGBT, afirmaram que os Estados Unidos devem "se expressar quando os direitos de qualquer grupo marginalizado esteja em risco".

"Exortamos que se posicione com o povo do Brasil e das Américas e se mantenha fiel a seu compromisso expresso com os direitos humanos no Brasil, opondo-se às ações recentes de Bolsonaro", destaca a carta.

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