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Correio Braziliense

Líder de poderosa seita na Índia é condenado por assassinato

Líder de seita religiosa na Índia foi condenado nesta quinta-feira à prisão perpétua pelo assassinato de um jornalista


postado em 17/01/2019 16:24

Em 2015, ele foi acusado de incentivar 400 discípulos a se castrarem para se aproximarem de Deus(foto: Reprodução/Facebook)
Em 2015, ele foi acusado de incentivar 400 discípulos a se castrarem para se aproximarem de Deus (foto: Reprodução/Facebook)
Nova Délhi, Índia - O líder de uma poderosa seita religiosa na Índia foi condenado nesta quinta-feira à prisão perpétua pelo assassinato de um jornalista que o denunciou por abusos sexuais contra seus seguidores.

Gurmeet Ram Rahim Singh, que lidera a seita Dera Sacha Sauda, que tem milhões de seguidores em todo o mundo, foi considerado culpado na semana passada por ordenar o assassinato em 2002. 

"A sentença entrará em vigor assim que ele completar sua pena de prisão de 20 anos por estupro", declarou à AFP o promotor H.P.S. Verma, acrescentando que outras três pessoas foram sentenciadas à prisão perpétua.

O jornalista Ram Chander Chhatrapati foi baleado na frente de sua casa depois que seu jornal local publicou uma carta anônima expondo os abusos sexuais cometidos por Singh na sede luxuosa da seita.

A promotoria havia solicitado a pena de morte para os quatro acusados, incluindo Singh.

O guru, de 51 anis, foi condenado em 2017 por estuprar dois dos seus discípulos e condenado a 20 anos de prisão.

Após essa decisão da Justiça, seus seguidores organizaram grandes protestos que custaram a vida de 40 pessoas.

Para evitar novos incidentes, as autoridades implantaram um forte dispositivo de segurança, incluindo drones em torno do tribunal especial da cidade de Panchkula, onde o processo foi realizado.

Singh foi informado de sua sentença em sua cela, através de videoconferência.

Em 2015, ele foi acusado de incentivar 400 discípulos a se castrarem para se aproximarem de Deus. Ele também foi investigado por envolvimento no assassinato de um jornalista em 2002.

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