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Correio Braziliense

Rússia prende 'call girl' que diz ter provas contra Trump

A "acompanhante de luxo" ficou conhecida após escrever um livro sobre sedução de bilionários


postado em 17/01/2019 19:22

Nastia Rybka foi presa em fevereiro junto com outros nove estrangeiros que organizavam cursos de
Nastia Rybka foi presa em fevereiro junto com outros nove estrangeiros que organizavam cursos de "formação sexual" na Tailândia (foto: Agência France Presse )
 
Bangcoc, Tailândia - Uma "call girl" bielorrussa que garante conhecer segredos sobre o papel da Rússia nas eleições americanas foi presa nesta quinta-feira ao chegar a Moscou, após ter sido deportada da Tailândia. 

Anastasia Vashukevich, modelo conhecida pelo pseudônimo de Nastia Rybka, foi presa em fevereiro junto com outros nove estrangeiros que organizavam cursos de "formação sexual" na cidade de Pattaya.

Nesta terça, ela foi condenada a pagar uma multa, mas conseguiu evitar a pena de prisão, e na quinta foi embarcada com outros acusados em um avião com destino a Moscou.

Ao chegar, não estava entre o grupo de pessoas que saiu do terminal do aeroporto Sheremetievo.

Segundo dois acusados que viajavam com ela, os policiais estavam esperando no setor de imigração e chamaram quatro pessoas, entre elas Nastia Rybka, que foram levadas para uma sala separada.

"Pelos gritos de Nastia, de Alex e dos que estavam ali, ouvi [...] que pediam explicações sobre o que estava acontecendo, por que tinham sido presos", afirmou uma mulher que se apresentou como esposa do líder do grupo, Alexandre Kirilov.

De acordo com uma fonte anônima das forças de segurança citada pela agência estatal TASS, as quatro pessoas presas são investigadas por um delito ligado a "proxenetismo". 

Não há nenhuma informação oficial disponível sobre as possíveis acusações contra a modelo, e também não se sabe se ela será presa ou libertada após interrogatório. 

A modelo viajou para a Tailândia depois de se envolver em um escândalo político com o magnata do alumínio russo Oleg Deripaska, ex-colaborador de Paul Manafort, que foi diretor de campanha do então candidato Donald Trump.

Depois, publicou um vídeo no Instagram no qual prometeu que faria revelações a jornalistas americanos sobre a alegada ajuda oferecida pelo Kremlin para Trump para ganhar a presidência dos EUA em novembro de 2016. Até agora Anastasia não publicou nenhuma informação substancial.

A polícia tailandesa a acusou de oferecer cursos sexuais nas praias do país, sob a liderança do autointitulado guru da sedução russa Alex Kirillov.

A "acompanhante de luxo" ficou conhecida após escrever um livro sobre sedução de bilionários.

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