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Correio Braziliense

Nissan quer recuperar US$ 9 milhões pagos por filial a Ghosn

De acordo com uma investigação interna realizada pelas duas empresas, o CEO atualmente preso recebeu uma remuneração total de 7.822.206,12 euros, impostos incluídos


postado em 18/01/2019 10:15

(foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)
(foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)

Tóquio, Japão - O grupo automóvel japonês Nissan anunciou, nesta sexta-feira (18/1), que quer recuperar a soma de cerca de 9 milhões de dólares que uma filial estabelecida na Holanda junto à Mitsubishi Motors (NMBV) pagou indevidamente a Carlos Ghosn.

De acordo com uma investigação interna realizada pelas duas empresas, o CEO atualmente preso recebeu uma remuneração total de 7.822.206,12 euros, impostos incluídos.

A informação consta de um comunicado da Nissan, o qual confirma o que foi revelado por uma fonte próxima ao caso na semana passada.

"Foi assinado um contrato sem discutir com os outros membros do conselho de administração da NMBV, que são o presidente da Nissan, Hiroto Saikawa, e o presidente da Mitsubishi Motors, Osamu Masuko".

"Eles não receberam qualquer quantia", ressaltou o fabricante automotivo.

O secretariado da Nissan era o único que tinha informação do caso, segundo a fonte citada.

Considerando-se que se trata de uma "falta" de Ghosn, a Nissan diz que "estuda os meios para recuperar essa soma" por meio de uma demanda, afirma uma pessoa relacionada à investigação.

A joint-venture NMBV, pertencente em partes iguais à Nissan e à Mitsubishi Motors, foi fundada em junho de 2017 "com a missão de explorar e promover sinergias dentro da colaboração".

A fabricante japonesa, que começou a investigação em 2018 depois de receber vários vazamentos, transmitiu as informações ao escritório do promotor de Tóquio, o que provocou a prisão inesperada de Carlos Ghosn em 19 de novembro.

Desde então, o chefe da aliança Renault-Nissan, que alega ser vítima de falsas acusações, permanece na prisão.

Seus advogados disseram ter entrado de novo com um pedido de liberdade sob fiança, após a recusa do primeiro recurso.

Ghosn, de 64 anos, é acusado de ter omitido declarar às autoridades do mercado acionário cerca de 5 bilhões de ienes (44 milhões de dólares) recebidos entre 2010 e 2015, e por quebra de confiança.

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