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Correio Braziliense

Líder chavista nega envolvimento da Venezuela no atentado em Bogotá

Diosdado Cabello negou qualquer envolvimento da Venezuela no atentado com carro-bomba que matou 20 cadetes de uma academia de polícia em Bogotá


postado em 18/01/2019 18:37

"Os lacaios do imperialismo apontam para a Venezuela, mas não temos nada a ver com essa guerra", disse Cabello durante um comício em Cumaná (foto: Federico PARRA / AFP)
 
Caracas, Venezuela - O poderoso dirigente chavista Diosdado Cabello negou nesta sexta-feira qualquer envolvimento da Venezuela no atentado com carro-bomba que matou 20 cadetes de uma academia de polícia em Bogotá, que o governo colombiano atribui à guerrilha do ELN.

"Os lacaios do imperialismo apontam para a Venezuela, mas não temos nada a ver com essa guerra, condenamos qualquer ato de terrorismo e levantamos as bandeiras da paz", disse Cabello durante um comício em Cumaná (nordeste).

Ao reafirmar suas acusações a Estados Unidos, Colômbia e à oposição venezuelana, Cabello, líder da Assembleia Constituinte, afirmou que armações promovidas por "lacaios do imperialismo" buscam desestabilizar a Venezuela.

"Andam a burguesia e a oligarquia colombiana ao lado dos lacaios venezuelanos tratando de vincular a Venezuela a fatos terroristas na Colômbia", disse Cabello durante um ato de apoio ao presidente Nicolás Maduro, que em 10 de janeiro assumiu para um novo mandato - de seis anos - não reconhecido pela oposição e por diversos países.

O deputado opositor Julio Borges, exilado em Bogotá, afirmou nesta sexta-feira que "o regime de Maduro é uma ameaça para a Colômbia e toda a região", citando informações de Bogotá de que o autor do ataque esteve na Venezuela em 2011 treinando rebeldes refugiados naquele país.

"O retorno da democracia à Venezuela deve ocorrer o quanto antes. A estabilidade e a paz na América Latina estão em risco", escreveu Borges no Twitter.

O Ministério Público colombiano afirma que líderes do ELN se refugiam na Venezuela, mas o ministro da Defesa, Guillermo Botero, declarou que não há evidências do envolvimento de funcionários venezuelanos no atentado.

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