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Correio Braziliense

Guaidó pede para que países 'mantenham presença diplomática' na Venezuela

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, com o pedido, desafia à decisão do presidente Nicolás Maduro de romper relações com os Estados Unidos


postado em 23/01/2019 20:54

(foto: Federico PARRA / AFP)
(foto: Federico PARRA / AFP)
Caracas, Venezuela - O parlamentar Juan Guaidó, que se autoproclamou nesta quarta-feira (23/1) presidente interino da Venezuela, pediu às missões diplomáticas de todos os países que se mantenham em Caracas, em um claro desafio à decisão do presidente Nicolás Maduro de romper relações com os Estados Unidos.

"Devido aos poderes que a Constituição me outorga, comunico a todos os chefes de missão diplomáticas e suas equipes creditadas na Venezuela que o Estado da Venezuela deseja firmemente que mantenham a sua presença diplomática em nosso país", assinalou Guaidó em um comunicado dirigido a todas as embaixadas.

Momentos antes, Maduro havia decidido "romper relações diplomáticas e políticas com o governo imperialista dos Estados Unidos" e anunciou que a equipe diplomática americana tem 72 horas para deixar o país, em um discurso diante de milhares de partidários do balcão do palácio presidencial.

A decisão chegou momentos depois de Washington reconhecer Guaidó como presidente interino, que fez um juramento no cargo diante de uma multidão de seguidores que marchou por Caracas clamando por um governo de transição e pedindo eleições.

Em seu comunicado às embaixadas, Guaidó disse que "o poder legítimo da Venezuela", que assegura estar em suas mãos, tem o "firme propósito" de que as missões diplomáticas permaneçam no país. "Qualquer disposição contrária careceria de validade, pois emanaria de pessoas ou entidades que, por seu caráter usurpador, não tem autoridade legítima para se pronunciar a respeito", continuou.

O Parlamento venezuelano, de maioria opositora, declarou há uma semana Maduro "usurpador" da Presidência depois que este assumiu um segundo mandato em 10 de janeiro.

Estados Unidos, Canadá, União Europeia e grande parte da América Latina consideram "ilegítimo" o segundo mandato de Maduro, por considerar que foi reeleito em maio em eleições fraudulentas.

Além dos Estados Unidos, países como Brasil, Colômbia, Peru, Chile e Canadá reconheceram Guaidó como presidente interino.

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