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Correio Braziliense

Coletes amarelos organizam novos protestos na França

Iniciado há cerca de dois meses, o movimento está perdendo a força; uma das principais bandeiras é o aumento salarial


postado em 26/01/2019 12:39

Manifestantes foram da avenida Champs Elysées até a praça da Bastilha, passando pela Assembleia Nacional. (foto: AFP / Zakaria ABDELKAFI)
Manifestantes foram da avenida Champs Elysées até a praça da Bastilha, passando pela Assembleia Nacional. (foto: AFP / Zakaria ABDELKAFI)
 


Paris, França - A França registra neste sábado o 11º dia de protestos antigovernamentais dos "coletes amarelos", que prosseguem nas ruas, apesar das divisões dentro do grupo.


Apesar da perda de força do movimento que nasceu nas redes sociais há dois meses, os "coletes amarelos" estão decididos a manter a pressão contra o presidente Emmanuel Macron, que se enfrenta a pior crise de seu governo.

Em Paris, centenas de manifestantes se reuniram para caminhar da avenida Champs Elysées até a praça da Bastilha, passando pela Assembleia Nacional. 

Uma das reivindicações dos manifestantes é o aumento dos salários.

Mas o anúncio na quarta-feira da criação de uma lista de "coletes amarelos", batizada Reunião de Iniciativa Cidadã (RIC), para as eleições europeias de maio criou uma divisão dentro do movimento.

Alguns manifestantes consideram que o movimento "não deve ser político".

Em Estrasburgo, entre 200 a 300 manifestantes se reuniram diante da sede do Parlamento Europeu, antes de caminhar até o centro da cidade do nordeste da França.

Em uma mudança de estratégia, os "coletes amarelos" convocaram pela primeira vez manifestações noturnas em Paris. Em eventos divulgados no Facebook, os organizadores pedem a organização de uma "noite amarela" pacífica na praça da República, no coração da capital, para "debater e falar" sobre suas reivindicações.

Para tentar encontrar uma solução à crise, Emmanuel Macron suspendeu o aumento de um imposto sobre os combustíveis, o que havia sido o estopim para os protestos, anunciou um aumento do salário mínimo e convocou um debate nacional de dois meses para "transformar a ira em soluções".

Mais de dois meses após o início dos protestos 64% dos franceses mantêm o apoio aos "coletes amarelo", segundo uma pesquisa do instituto BVA publicada na sexta-feira.

No domingo está prevista em Paris uma manifestação dos "lenços vermelhos", grupo que afirma representar a maioria silenciosa na França, cansada da violência e dos distúrbios durante as manifestações dos "coletes amarelos".

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