Publicidade

Correio Braziliense

Presidente do Irã defende acordo nuclear criticado pela oposição

Rohani, conservador moderado estimulou o acordo sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015 entre Teerã e as grandes potências como China, Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha e Alemanha


postado em 30/01/2019 12:02

(foto: Iranian Presidency / AFP )
(foto: Iranian Presidency / AFP )

O presidente iraniano, Hassan Rohani, defendeu nesta quarta-feira (30/1) o acordo internacional de 2015 sobre o programa nuclear de seu país, sua grande conquista diplomática, e rebateu os adversários políticos que criticaram o governo ao invés dos Estados Unidos.

"Ninguém deveria condenar o governo ou o sistema da grande República Islâmica, ao invés de criticar os Estados Unidos. Isto provoca os piores danos", afirmou em um discurso exibido na televisão.

Rohani, conservador moderado, foi eleito para a presidência em 2013 e reeleito em 2017. Estimulou o acordo sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015 entre Teerã e as grandes potências (China, Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha e Alemanha). Mas o governo dos Estados Unidos abandonou o acordo em 2018 e restabeleceu as sanções contra o Irã.

Os ultraconservadores, que se opõem desde o início às negociações sobre o programa nuclear, repetem que o acordo é uma quimera.

Eles afirmam que o Irã não obteve nada em troca da restrição drástica de seu programa nuclear e intensificaram as críticas depois que Washington se retirou do acordo. "Estados Unidos se voltaram contra o acordo, mas não apenas contra nós, também contra Europa, China", seus vizinhos e seus sócios comerciais da Ásia e Pacífico, declarou Rohani.

"A base de todo acordo não é saber se a outra parte permanecerá, e sim o interesse do país", completou, antes de encerrar o discurso com um pedido de "unidade".

Na terça-feira, a diretora da CIA, Gina Haspel, afirmou que o Irã segue cumprindo com os termos do acordo nuclear. "Neste momento, tecnicamente estão cumprindo o Plano de Ação Integral Conjunto" (JCPOA), afirmou Haspel ao Comitê de Inteligência do Senado.

"Acho que a informação mais recente é que os iranianos estão considerando tomar medidas que atenuariam a sua adesão ao JCPOA, enquanto fazem pressão aos europeus para que avancem com os benefícios de investimento e comércio que o Irã esperava obter do acordo", manifestou.

"Estão fazendo alguns preparativos que poderiam aumentar a sua capacidade de voltar atrás se tomarem essa decisão", apontou. "Mas os vemos debatendo entre eles, já que não conseguiram os benefícios econômicos que esperavam do acordo

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade