Publicidade

Correio Braziliense

Colômbia regularizou mais da metade do milhão de migrantes venezuelanos

Até o final do ano passado havia 1.174.000 venezuelanos na Colômbia, dos quais 704.000 contavam com uma permissão especial de permanência


postado em 01/02/2019 20:04

Além dos Estados Unidos e de vários países latino-americanos, Bogotá reconheceu como presidente interino da Venezuela o opositor Juan Guaidó(foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP)
Além dos Estados Unidos e de vários países latino-americanos, Bogotá reconheceu como presidente interino da Venezuela o opositor Juan Guaidó (foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP)
Bogotá, Colômbia - A Colômbia regularizou 60% do pouco mais de um milhão de venezuelanos que chegaram ao país fugindo da severa crise em seu país nos últimos anos, informou a autoridade migratória nesta sexta-feira (1).

Até o final do ano passado havia 1.174.000 venezuelanos na Colômbia, dos quais 704.000 contavam com uma permissão especial de permanência (PEP), um visto ou declararam a sua entrada no país de maneira regular.

Entre eles somente 535.000 pessoas têm uma PEP e estão autorizadas a trabalhar. 

"Recordar a todos os empresários que esta mão de obra pode ser legalmente contratada, podem filiá-los a um sistema de seguro social", explicou o diretor do Migração Colômbia, Christian Krüger, em coletiva de imprensa em Medellín.

Também advertiu que em 2018 "sancionaram mais de 700 empresas por contratar estrangeiros sem as exigências completas da lei".

Segundo cifras da entidade, 49% dos migrantes são mulheres e 51% homens, e a maioria está em um grupo etário de entre 18 e 35 anos.

"As pessoas com mais idade ficam na Venezuela e a mão de obra jovem, toda a juventude, está saindo de seu país para trabalhar em outros lugares e mandar remessas à Venezuela", indicou Krüger.

Bogotá é o destino favorito dos migrantes, com 24% do total, seguida dos departamentos de Norte de Santander (nordeste), La Guajira (norte), Atlântico (norte) e Antioquia (noroeste).

Colômbia e Venezuela compartilham uma porosa fronteira de 2.200 quilômetros e suas relações, que estavam congeladas desde 2017, ficaram tensas com a chegada do presidente de direita Iván Duque ao poder em 7 de agosto do ano passado. 

Duque retomou as bandeiras de pressão diplomática contra a "ditadura" de Maduro, já hasteada por seu antecessor, Juan Manuel Santos, em meio à chegada de milhares de venezuelanos.

O governo da Venezuela relutante em reconhecer a crise migratória, acusou Bogotá de ser parte de um suposto complô para derrubar Maduro. A Colômbia nega com veemência essas acusações.

Além dos Estados Unidos e de vários países latino-americanos, Bogotá reconheceu como presidente interino da Venezuela o opositor Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, não reconhecida pelo governo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade