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Correio Braziliense

CIDH denuncia aumento de censura e violações aos DH na Nicarágua

A CIDH, órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), afirmou que casos documentados mostram que um padrão de detenções arbitrárias e ilegal de dissidentes foi mantido e instou o país a restabelecer as condições inerentes ao Estado de Direito


postado em 07/02/2019 10:29

(foto: Inti Ocon / AFP)
(foto: Inti Ocon / AFP)

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciou nesta quarta-feira (6/2) uma escalada de ataques à imprensa na Nicarágua, bem como a persistência de abusos contra oponentes do presidente Daniel Ortega, nove meses após o início de uma onda de protestos que abalou o país.

 

A CIDH, órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), afirmou que casos documentados mostram que um padrão de detenções arbitrárias e ilegai" de dissidentes foi mantido e instou o país a restabelecer as condições inerentes ao Estado de Direito.

 

"É muito preocupante que junto com o fechamento gradual dos espaços democráticos no país, ameaças à integridade e à liberdade do povo também persistam", afirmou o secretário executivo da CIDH, Paulo Abrão.

 

Ortega, um ex-guerrilheiro de 73 anos que governa a Nicarágua desde 2007, foi abalado em abril passado por manifestações da oposição, que deixaram 325 mortos, mais de 700 detidos e 80.000 exilados, segundo grupos de direitos humanos e a oposição.

 

Para examinar as denúncias, a CIDH formou um Grupo Especial de Investigação Interdisciplinar (GIEI) e criou o Mecanismo Especial para a Nicarágua (MESENI), cujos membros foram expulsos pelo governo de Ortega em 19 de dezembro. 

 

Em seu comunicado nesta quarta-feira, a Comissão ressaltou uma "ofensiva" para censurar e fechar veículos de comunicação e prender jornalistas. Nos últimos três meses, mais de 60 jornalistas foram exilados devido a ameaças de grupos controlados pelo Estado.

 

A CIDH também denunciou o aumento de denúncias de maus tratos e castigos corporais contra pessoas privadas de liberdade.

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