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Correio Braziliense

Macron denuncia aumento de atos antissemitas na França

O ministro do Interior anunciou na segunda-feira que o número de crimes antissemitas registrados na França em 2018 aumentou 74%, totalizando 541, em comparação com os 311 em 2017, após dois anos de declínio


postado em 13/02/2019 13:23 / atualizado em 13/02/2019 13:27

(foto: Leonel Lacerda, ct, Mathieu Champeau, Jacques-alexandre Brun / AFPTV / AFP)
(foto: Leonel Lacerda, ct, Mathieu Champeau, Jacques-alexandre Brun / AFPTV / AFP)

O presidente Emmanuel Macron denunciou nesta quarta-feira (13/2) um aumento considerável de atos antissemitas na França, que descreveu como uma nova virada nos eventos relacionados ao movimento dos "coletes amarelos", afirmou o porta-voz do governo Benjamin Griveaux.

 

"O antissemitismo é um repúdio à República, da mesma forma que atacar autoridades ou instituições é um repúdio à República. Nós seremos intransigentes com aqueles que cometem tais atos", disse Griveaux, citando as palavras proferidas por Macron nesta quarta-feira durante uma reunião de gabinete.

 

Na semana passada houve vários atos de vandalismo antissemita em Paris, incluindo exibição de suásticas, pichações antijudaicas e a destruição de duas árvores plantadas em memória de um jovem judeu que foi torturado até a morte em 2006.

 

Esses eventos coincidiram com um novo sábado de protestos dos "coletes amarelos" contra os impostos considerados excessivos, a perda de poder aquisitivo e a política social do governo, que muitos consideram injusta.

 

Alguns membros do governo sugeriram que esses atos antissemitas poderiam ser atribuídos em parte aos ativistas de extrema esquerda e de direita que se infiltraram nos protestos desse grupo. 

 

Mas não apresentaram nenhuma evidência direta dessa ligação e o aumento de atos antissemitas antecede o surgimento desse movimento de protesto, nasceu em novembro passado. 

 

O ministro do Interior anunciou na segunda-feira que o número de crimes antissemitas registrados na França em 2018 aumentou 74%, totalizando 541, em comparação com os 311 em 2017, após dois anos de declínio.

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