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Movimentos sociais protestam contra fome e 'tarifaços' na Argentina

Os movimentos sociais da Argentina se articularam nesta quarta-feira com manifestações maciças em 50 cidades

Agência France-Presse
postado em 13/02/2019 16:16
Os movimentos sociais da Argentina se articularam nesta quarta-feira com manifestações maciças em 50 cidades
Buenos Aires, Argentina - Os movimentos sociais da Argentina se articularam nesta quarta-feira com manifestações maciças em 50 cidades para pedir para o governo declarar emergência alimentar e dar fim aos aumentos de tarifas, consideradas impagáveis.

"A fome voltou às ruas. Não aguentamos mais os ;tarifaços;. É o pior ano desde a crise de 2001", disse Daniel Menéndez, um dos líderes do protesto que reuniu milhares de manifestantes em Buenos Aires.

Há 18 anos, teve início um regime de taxa de câmbio fixa, e a Argentina declarou moratória, gerando comoção política que em 10 dias provocou a queda de quatro presidentes, entre eles três interinos.

A conta de luz acumula um aumento de 3.365%, e a de gás, de 4.096%, desde que o presidente Mauricio Macri chegou ao poder, em 2015. Neste ano, as eleições presidenciais estão marcadas para 27 de outubro.

"A crise é dramática com queda de salários (20% acumulados em 12 meses, em janeiro), fechamentos de fábricas e estabelecimentos comerciais, e restaurantes populares cheios de gente", disse outro dirigente, Juan Carlos Alderete.

A marcha na capital argentina confluiu para o Obelisco, encontrando outra mobilização de trabalhadores contra a ameaça de fechamento do canal a cabo C5N, o único de toda a grade de TV que reflete posições opositoras.

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