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Correio Braziliense

Maduro manda prender chefe de gabinete de Guaidó; EUA exige soltura

Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, promete agir contra os responsáveis pela operação.


postado em 21/03/2019 10:03 / atualizado em 21/03/2019 13:42

Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.(foto: Attila Kisbenedek/AFP)
Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. (foto: Attila Kisbenedek/AFP)
O líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse nesta quinta-feira, 21, em sua conta no Twitter que agentes do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) invadiram a casa de seu chefe de gabinete, Roberto Marrero, e do deputado opositor Sergio Vergara, vizinho de Marrero, durante a madrugada.


Vergara confirmou a informação e disse que Marrero foi preso pelo serviço de inteligência do país. Os agentes estavam munidos de dois rifles e uma granada durante a ação e chegaram às residências em dez veículos. Ele também afirmou que mais de 40 funcionários do Sebin entraram nas casas e ficaram no local por mais de três horas. Segundo os opositores, os policiais derrubaram portas para entrar nas casas.

"Infelizmente chegaram a mim. Sigam lutando. Não parem. Cuidem do presidente", disse Marrero em uma gravação telefônica antes de ser detido. Vergara denunciou ante a comunidade internacional que o regime chavista violou sua imunidade parlamentar.

 

Ajuda da ONU 

Vergara pediu a Michelle Bachelet, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, que exija a libertação de Marrero, "sequestrado pelo Sebin", segundo ele.

Em nome do governo da Colômbia, o chanceler Carlos Holmes Trujillo criticou a ação contra os opositores e pediu à comunidade internacional que exija respeito à liberdade, à vida e à integridade dos opositores venezuelanos.

Marrero e Vergara acompanharam Guaidó na viagem que o líder opositor fez pela América Latina para obter apoio em seus esforços para tirar o presidente Nicolás Maduro do poder. 

 

EUA pede soltura imediata

Governo dos Estados Unidos exigiu nesta quinta-feira, 21, que a Venezuela liberte imediatamente o chefe de gabinete de Juan Guaidó e prometeu agir contra os responsáveis pela operação.

 

"Estados Unidos condena as operações feitas pelos serviços de segurança de  Maduro e a detenção de Roberto Marrero, chefe de gabinete do presidente interino Guaidó", escreveu o secretário de Estado, Mike Pompeo, no Twitter.

 

"Pedimos sua libertação imediata. Exigiremos responsabilidades aos envolvidos na detenção", completou.

 

Agentes de inteligência detiveram Marrero na madrugada de quinta-feira, após operações contra sua residência e a casa do deputado opositor Sergio Vergara, que mora ao lado do chefe de gabinete de Guaidó, no bairro de Las Mercedes (Caracas), denunciou o também presidente do Parlamento.

 

Washington fez diversas advertências ao presidente venezuelano Nicolás Maduro sobre consequências na eventualidade da detenção de Guaidó ou pessoas de seu entorno. 

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