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Correio Braziliense

Polícia encontra menores indígenas desaparecidas na fronteira com Brasil

A polícia peruana encontrou os quatro menores ashaninkas que estavam desaparecidos há sete dias na fronteira com o Brasil


postado em 16/04/2019 16:31 / atualizado em 16/04/2019 16:38

(foto: Reprodução )
(foto: Reprodução )
 
A polícia peruana encontrou os quatro menores ashaninkas que estavam desaparecidos há sete dias na fronteira com o Brasil - informou o Ministério do Interior nesta terça-feira (16).

"As quatro crianças ashaninkas desaparecidas foram encontradas sãs e salvas, perto da fronteira com o Brasil", disse o ministro do Interior, Carlos Morán, à rádio RPP.

Os menores - de 5, 6, 8 e 14 anos - serão levados para a cidade amazônica de Pucallpa, região de Ucayali, para uma avaliação médica. De acordo com o ministro Morán, eles foram encontrados com um quadro de desidratação.

"O conhecimento da área permitiu a essas crianças sobreviverem em condições difíceis para qualquer pessoa", destacou o ministro.

Vários policiais e membros da Marinha participaram das operações de busca.

Morán disse que dois dos menores são filhos, e dois, sobrinhos, de Leoncio Quinticima, um dos três líderes ashaninkas assassinados em 2014 por madeireiros ilegais.

"Se perderam quando vinham com seus familiares do Brasil para o Peru", relatou Morán.

De acordo com o presidente da Federação da Comunidades Nativas de Ucayali (Feconau), Roberto Guimarães, que fez a denúncia do desaparecimento, a comunidade suspeitava que os menores tivessem sido sequestrados por madeireiros ilegais.

Segundo Guimarães, na hora do desaparecimento, os menores estavam com a mãe, Lita Rojas, mas, de repente, "em um descuido, os meninos sumiram".

Os ashaninkas, uma etnia integrada por mais de 80.000 pessoas, habitam a selva central e o sudeste do Peru. Suas comunidades estão situadas em grande parte do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (Vraem), uma região "cocalera" sob controle militar, devido à presença do narcotráfico e do grupo Sendero Luminoso.

Entre 1986 e 1996, os ashaninkas estiveram no meio do fogo cruzado entre essa guerrilha maoísta e as forças de segurança.

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