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Correio Braziliense

Trump denuncia testemunhos 'fabricados' no relatório do procurador especial

"Algumas pessoas fazem declarações sobre mim no louco Relatório Mueller, escrito por 18 irritados Democratas 'Trump Haters', que são fabricadas e são totalmente falsas", tuitou o presidente.


postado em 19/04/2019 10:53

Presidente dos EUA, Donald Trump.(foto: Joe Raedle/AFP)
Presidente dos EUA, Donald Trump. (foto: Joe Raedle/AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou, nesta sexta-feira (19), testemunhos desfavoráveis sobre ele no relatório do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência russa nas eleições de 2016, considerando-os "fabricados" por seus inimigos políticos.

"Algumas pessoas fazem declarações sobre mim no louco Relatório Mueller, escrito por 18 irritados Democratas 'Trump Haters', que são fabricadas e são totalmente falsas", tuitou o presidente.

Um documento de 400 páginas que resume as conclusões da investigação de 22 meses do procurador especial Robert Mueller, tornado público ontem, absolveu Trump da conspiração criminosa, mas deixou em aberto a dúvida sobre obstrução de Justiça.

Depois de revisar o documento, o procurador-geral dos EUA, Bill Barr, e seu adjunto Rod Rosenstein concluíram que não havia provas suficientes para acusar o presidente de obstrução. 

Mueller destacou, porém, que as evidências reunidas por ele "não isentam" o presidente.

"Devido ao fato de que nunca aceitei testemunhar, não foi necessário responder as declarações feitas no 'Relatório' sobre mim. Algumas delas são uma completa bobagem, e só foram dadas para fazer a outra pessoa ficar bem (ou eu ficar mal)", acrescentou Trump, repetindo que a investigação foi "um erro ilegalmente iniciado".

Para o governo russo, o relatório não contém "qualquer prova" de ingerência do Kremlin nas eleições americanas de 2016.

"O relatório não apresenta qualquer prova razoável de que a Rússia teria supostamente interferido no processo eleitoral dos Estados Unidos", disse à imprensa o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

Moscou negou reiteradamente qualquer intervenção para favorecer Donald Trump na corrida eleitoral.

"Lamentamos que documentos desse nível tenham uma influência direta no desenvolvimento das relações bilaterais russo-americanas, que já não passavam por seu melhor momento", afirmou Peskov.

O porta-voz sugeriu que os contribuintes americanos deveriam se perguntar se valeu a pena gastar dinheiro em uma investigação tão exaustiva com este resultado.

"Em que se gastou o dinheiro dos americanos? Mas deixemos que sejam os mesmos contribuintes americanos a se fazerem esta pergunta", acrescentou Peskov.

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