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Correio Braziliense

EUA põem fim a isenções que permitem comprar petróleo iraniano

Países como a Grécia, Itália, Japão, Coreia do Sul e Taiwan já reduziram suas compras de petróleo iraniano


postado em 22/04/2019 11:12

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (22) que não renovarão as isenções para a compra de petróleo iraniano, em uma tentativa de pressionar o principal produto de exportação da República Islâmica. 

"O presidente Donald Trump decidiu não renovar as Isenções Significativas de Redução quando elas expirarem no início de maio", disse a Casa Branca em um comunicado, uma decisão que Israel parabenizou. 

"Esta decisão visa zerar as exportações de petróleo do Irã, privar o regime de sua principal fonte de renda", acrescentou. 

Após o anúncio, o preço do petróleo continuou a subir acentuadamente em Nova York e Londres.

O WTI, referência nos Estados Unidos, faturou 2,17%, para US$65,39, para entrega em maio, de acordo com as transações eletrônicas anteriores à abertura dos mercados.

"A administração Trump e nossos aliados estão determinados a sustentar e expandir a campanha de máxima pressão econômica contra o Irã para pôr fim à atividade desestabilizadora do regime que ameaça os Estados Unidos e nossos parceiros e aliados, bem como a segurança no Oriente Médio" afirma o texto.

Os Estados Unidos inicialmente concederam isenções por seis meses a oito governos de suas sanções unilaterais contra Teerã.

Entre eles está a Índia, que tem boas relações com Washington, mas não concorda com a insistência dos Estados Unidos de que o Irã represente uma ameaça. 

Outros países que serão afetados pela decisão dos Estados Unidos incluem China e Turquia, abrindo uma nova frente de fricções em suas relações já tensas.

Os demais - Grécia, Itália, Japão, Coreia do Sul e Taiwan - já reduziram drasticamente suas compras de petróleo iraniano. 

O presidente Donald Trump aumentou a pressão sobre o Irã desde que em 2018 ele abandonou o acordo nuclear assinado entre os poderes e a República Islâmica três anos antes.

Sua retirada unilateral levou ao restabelecimento das sanções de Washington contra Teerã, algo que recebeu o apoio da Arábia Saudita e Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerou a decisão dos Estados Unidos "de suma importância para reforçar a pressão sobre o regime terrorista iraniano".

Em reação imediata, a Arábia Saudita disse que está disposta a "estabilizar" o mercado de petróleo após a decisão de Washington. 

"Riad continua comprometida com sua política consistente de estabilizar o mercado", disse o ministro da Energia saudita, Khaled al-Falih.

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