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Correio Braziliense

Falso médico francês que assassinou toda família será solto após 26 anos

Francês que assassinou toda sua família depois de fingir durante duas décadas ser um médico famoso obteve liberdade condicional


postado em 25/04/2019 15:44

(foto: Pascal Fayolle)
(foto: Pascal Fayolle)
Jean-Claude Romand, um francês que assassinou toda sua família depois de fingir durante duas décadas ser um médico famoso, um caso que inspirou filmes e um romance, obteve liberdade condicional depois de permanecer 26 anos na prisão.

"Ele recebeu liberdade condicional", disse seu advogado, Jean-Louis Abad, à AFP.

Sua soltura é "iminente, mas certamente não será hoje", acrescentou o advogado, após uma decisão do tribunal de apelações de Bourges (centro).

Em 1993, Jean-Claude Romand assassinou a tiros seus pais e dois filhos, assim como sua esposa, com um golpe, quando eles estavam prestes a descobrir que era um impostor.

Romand fingiu, por mais de uma década, que trabalhava para a Organização Mundial de Saúde (OMS), com sede em Genebra, como médico e pesquisador de sucesso.

Financiava sua vida com o dinheiro que lhe foi confiado por seus pais e amigos, aos quais garantia investir na Suíça.

Encurralado por vários colegas, a quem devia dinheiro, alguns dos quais descobriram sua identidade falsa, ele, então com 38 anos, decidiu executar toda sua família.

Ele matou sua esposa com uma joelhada, e os filhos, com 7 e 5 anos, com tiros pelas costas. Depois foi para a casa dos pais e os matou, atirando várias balas também nas costas.

No dia seguinte, incendiou sua casa e tentou cometer suicídio tomando remédios para dormir. Ele foi encontrado inconsciente pelos bombeiros.

Romand, que tem agora 65 anos, deverá usar uma pulseira eletrônica por dois anos e morar em uma área aprovada pela Justiça.

"É uma grande decepção para os meus clientes e uma causa de grande tristeza. Eles sentem que tudo acabou para Romand, mas que, para eles, o sofrimento jamais terá fim", disse Laure Moureu, advogada dos dois irmãos de Florence, a mulher de Romand.

Seu caso tem sido objeto de fascínio na França. Ele inspirou o romance "L'adversaire" (O Adversário), de Emmanuel Carrere, que foi levado para os cinemas em 2002, em um filme de Nicole Garcia estrelado pelo ator francês Daniel Auteuil.

O caso também inspirou o filme do diretor francês Laurent Cantet "L'emploi du temps", que foi muito bem recebido em 2001.

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