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Trump promete lutar contra o antissemitismo

Trump também criticou os ataques 'diabólicos e cheios de ódio' contra comunidades religiosas em todo o mundo nos últimos meses

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quinta-feira o combate ao antissemitismo por todos os meios, ao receber na Casa Branca o rabino ferido no ataque no fim de semana numa sinagoga da Califórnia.

Yisroel Goldstein é uma das quatro pessoas que foram atingidas -uma delas - quando um homem abriu fogo dentro de uma sinagoga na localidade de Poway, perto de San Diego, no sábado.

"Lutaremos com toda nossa força e tudo o que temos em nossos corpos para derrotar o antissemitismo", disse Trump num evento realizado na Casa Branca.

Falando para o público presente, Goldstein, que foi baleado nas mãos e perdeu um dedo no ataque de Poway, afirmou que sua "vida mudou para sempre".

"Poderia estar morto agora", disse o religioso de 57 anos. "Estava na linha de tiro, com balas assobiando ao redor".

John Earnest, de 19 anos, se declarou não culpado das acusações de homicídio e de crime de ódio apresentadas contra ele pela promotoria que cuida do caso.

O ataque em Poway aconteceu exatamente seis meses depois do ataque realizado por um supremacista branco, no qual foram mortas 11 pessoas numa sinagoga de Pittsburgh, na Pensilvânia, o pior atentado a um local de culto judaico na história dos Estados Unidos.

Trump aproveitou o evento para criticar os ataques "diabólicos e cheios de ódio" contra comunidades religiosas em todo o mundo nos últimos meses, do Nova Zelândia ao Sri Lanka, passando por Pittsburgh.

"Unidos neste dia de oração, renovamos nossa determinação para proteger as comunidades de fé e assegurar que todas as pessoas, e todo nosso povo, possa viver, rezar e praticar uma religião em paz", acrescentou o presidente.