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Correio Braziliense

Putin recebe Pompeo para tentar estabilizar a relação Rússia-EUA

Os países discordam em vários temas, que vão da Venezuela ao Irã, passam pela Síria, Ucrânia e chegam à questão do desarmamento


postado em 14/05/2019 11:28

(foto: Jacques Demarthon/AFP)
(foto: Jacques Demarthon/AFP)
Sochi, Rússia — O presidente russo Vladimir Putin recebe, nesta terça-feira (14/5), o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para tentar estabilizar a tensa relação entre as duas potências.

Os países discordam em vários temas, que vão da Venezuela ao Irã, passam pela Síria, Ucrânia e chegam à questão do desarmamento. No atual contexto, Mike Pompeo terá que movimentar-se com a habilidade de um equilibrista, entre sua reiterada firmeza e a vontade de aproximação de seu chefe, o presidente americano Donald Trump. 

O Kremlin informou que Pompeo se reunirá com o chanceler russo, Sergyui Lavrov, e depois ambos serão recebidos pelo presidente. Ele será a maior autoridade americana a se encontrar com Putin desde a reunião que o chefe de Estado russo celebrou com Donald Trump em julho do ano passado.

Trump anunciou na segunda-feira que pretende se reunir com Putin durante o encontro do G20 em junho no Japão, mas o Kremlin afirmou que ainda não há pedido neste sentido.

A Casa Branca espera que o fim da investigação do procurador especial Robert Mueller sobre uma suposta interferência russa a favor de Trump nas eleições americana permita superar o atual estado glacial das relações entre os países.

Há quase dois meses, o procurador apresentou o relatório que afirma que em 2016 aconteceu uma interferência russa na eleição presidencial americana, mas não um conivência entre a equipe do então candidato Trump e Moscou. 

A investigação marcou a primeira metade do mandato de Donald Trump. No início do mês, o presidente americano afirmou que teve uma conversa telefônica "muito positiva", de mais de uma hora, com Vladimir Putin. 

Trump, em geral disposto a desafiar Putin, afirmou que este último assegurou que Moscou não está envolvido na Venezuela, ao contrário do que afirmam Pompeo e outros funcionários da administração americana, que pediram a Rússia que deixe de apoiar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. 

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