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Correio Braziliense

Washington publica novas fotos incriminando Irã em ataque a petroleiros

Com aumento das tensões com o Irã, os EUA autorizam o envio de mil homens para o Oriente Médio


postado em 17/06/2019 21:43

As imagens foram realizadas a partir de um helicóptero
As imagens foram realizadas a partir de um helicóptero "Seahawk" da Marinha dos EUA (foto: AFP/Divulgação)
Os Estados Unidos publicaram nesta segunda-feira novas fotos que incriminariam o Irã no ataque a dois navios petroleiros na semana passada, no Golfo Pérsico.

As onze fotos publicadas pelo Pentágono incluem um objeto metálico circular de aproximadamente oito centímetros de diâmetro aderido ao casco do petroleiro japonês Kokuka Courageous, apresentado como um dos dispositivos utilizados para colocar uma mina magnética que não explodiu.

Os Estados Unidos afirmam que uma lancha militar iraniana retirou o dispositivo após o incidente, no dia 13 de junho.

Outra foto mostra a cavidade causada pela colocação de uma segunda mina no casco do mesmo petroleiro, que o Pentágono estima em mais de um metro de diâmetro. 

"O Irã é responsável por este ataque, como revelam as provas em vídeo, e tem os recursos e habilidades necessários para retirar rapidamente uma mina sem explodir", destacou o Pentágono.

As imagens foram realizadas a partir de um helicóptero "Seahawk" da Marinha dos EUA.

Segundo especialistas em explosivos da Marinha dos Estados Unidos, a posição escolhida para as minas, acima da linha d'água, revela que o objetivo não era afundar os petroleiros. 

O método utilizado para retirar a mina que não explodiu - um grupo de cerca de dez homens em uma lancha sem dispositivos de proteção - foi realmente muito perigoso, destacou um dos especialistas, que pediu para não ser identificado.

Os especialistas descreveram a operação como de "altíssimo risco". 

Os Estados Unidos iniciaram uma investigação com a ajuda de outros países, que Washington não identificou.

- Reforço militar -
 
Nesta segunda-feira, os EUA anunciaram o próximo envio de um reforço de mil homens para o Oriente Médio, diante da intensificação das tensões com o Irã.

O secretário americano da Defesa, Patrick Shanahan, declarou que as tropas estão sendo enviadas "para propósitos defensivos para responder a ameaças aérea, naval e em terra no Oriente Médio". 

"Os Estados Unidos não buscam conflito com o Irã", acrescentou o comunicado, segundo o qual o envio das tropas visa "a assegurar a segurança e o bem-estar de nosso pessoal militar que trabalha em toda a região e proteger nossos interesses nacionais". 

Em meados de maio, o Pentágono enviou ao Golfo um navio de guerra com veículos e uma bateria de mísseis Patriot, que se somaram ao porta-aviões que já se encontra na região.

O reforço de mil homens anunciado nesta segunda se soma aos 1.500 militares enviados ao Oriente Médio no final de maio, diante das "ameaças persistentes" contra as forças americanas por parte de Teerã. 

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