Publicidade

Correio Braziliense

União Europeia rejeita negociar novo acordo do Brexit com Reino Unido

A UE reiterou, em declaração que acompanha o acordo de separação, que sua disposição de renegociar a futura relação somente ocorrerá "se a posição do Reino Unido evoluir"


postado em 22/06/2019 09:20 / atualizado em 22/06/2019 09:33

(foto: Emmanuel Dunand/AFP)
(foto: Emmanuel Dunand/AFP)
 

 

A União Europeia alertou na sexta-feira (21/6) — mais uma vez — ao futuro primeiro-ministro britânico que o acordo do Brexit, concluído em novembro com Theresa May, não é renegociável. "O acordo de retirada não está aberto à renegociação", disse o chefe do Conselho Europeu, Donald Tusk, em entrevista ao final de uma cúpula realizada em Bruxelas.

Os líderes do bloco, que se reuniram ontem sem May, analisaram por dez minutos a situação do processo de divórcio do Reino Unido da UE, programado para 31 de outubro, segundo uma fonte europeia.

A UE reiterou, em declaração que acompanha o acordo de separação, que sua disposição de renegociar a futura relação somente ocorrerá "se a posição do Reino Unido evoluir", segundo Tusk. "Estamos aguardando a nomeação do novo primeiro-ministro britânico. Esperamos decisões, novas propostas do governo britânico, mas nossa posição permanece inalterada."

A expectativa da UE com relação ao novo governo do Reino Unido deve acabar somente no fim do julho, quando os resultados da eleição do Partido Conservador serão divulgados e um novo premiê será escolhido.

A disputa pela liderança do partido - e consequentemente pelo cargo de primeiro-ministro do Reino Unido - está entre o ex-prefeito de Londres Boris Johnson e o ministro das Relações Exteriores, Jeremy Hunt.

Johnson, apontado até agora como favorito, afirmou diversas vezes que estava determinado a não pedir mais adiamentos à UE. Nas últimas etapas das primárias do partido, entretanto, adotou um discurso mais moderado, sem "garantir" a saída em outubro.

Por outro lado, Hunt não descartou a possibilidade de um terceiro adiamento do Brexit para tentar obter o apoio do Parlamento britânico, o que poderia levar o Reino Unido a uma saída menos tumultuada do bloco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade