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Presidente mexicano comemora aprovação de Trump sobre reformas migratórias

Trump afirmou que López Obrador está fazendo um "grande trabalho" ao implantar milhares de agentes de segurança nas fronteiras norte e sul do México

O presidente do México, Andres Manuel López Obrador, comemorou nesta terça-feira (2) a aprovação por Donald Trump das medidas de seu governo para reduzir a migração irregular, o que afasta por enquanto a ameaça de tarifas sobre as exportações mexicanas. "Congratulo o fato do presidente Trump reconhecer que estamos fazendo um esforço para cumprir o compromisso de aplicar nossas leis e, sem violar os direitos humanos, diminuir o fluxo migratório", disse López Obrador. "Agradeço que o presidente Trump esteja anunciando que o compromisso está sendo cumprido e que não há ameaças de tarifas", acrescentou o presidente, conhecido por suas iniciais AMLO. Trump afirmou na segunda-feira, em Washington, que López Obrador está fazendo um "grande trabalho" ao implantar milhares de agentes de segurança nas fronteiras norte e sul do México. A medida tem como objetivo reduzir o número de pessoas que tentam chegar aos Estados Unidos, passando pelo território mexicano. Consultado sobre se, com isso, as tarifas sobre o México seriam abandonadas, Trump respondeu que, "por ora, sim". No mês passado, os Estados Unidos ameaçaram impor tarifas sobre as exportações do México, se o governo não reduzisse o fluxo migratório, principalmente de guatemaltecos, hondurenhos e salvadorenhos que atravessam o país. O presidente mexicano ressaltou que os comentários de Trump foram feitos após a assinatura de uma iniciativa do Congresso americano que destina US$ 4,6 bilhões para atender aos migrantes na fronteira com o México. Para AMLO, este é um sinal que confirma que o fenômeno da migração deve ser resolvido pela cooperação. "O que importa para mim é que a economia e o bem-estar dos mexicanos não sejam afetados", ressaltou López Obrador. "Vamos juntos fazer valer nossa dignidade e nossa soberania, mas sem cair em qualquer provocação", acrescentou.