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Correio Braziliense

EUA proíbe entrada de chefe do Exército birmanês no país

O motivo seria que o departamento de Estado informou ter "evidência crível" de que o chefe do Exército, Min Aung Hlaing, e os demais oficiais estiveram envolvidos na violência que há dois anos levou à fuga de cerca de 740 mil rohingyas para Bangladesh


postado em 16/07/2019 21:20 / atualizado em 16/07/2019 21:34

(foto: YE AUNG THU / AFP)
(foto: YE AUNG THU / AFP)
Os Estados Unidos proibiram nesta terça-feira a entrada no país do chefe do Exército de Myanmar e de outros três oficiais superiores devido ao seu papel na "limpeza étnica" contra a minoria rohingya.

O departamento de Estado informou ter "evidência crível" de que o chefe do Exército, Min Aung Hlaing, e os demais oficiais estiveram envolvidos na violência que há dois anos levou à fuga de cerca de 740 mil rohingyas para Bangladesh. 

"Com este anúncio, os Estados Unidos são o primeiro governo a adotar ações públicas em relação aos líderes mais importantes do Exército birmanês", destacou o secretário de Estado, Mike Pompeo.

"Seguimos preocupados de que o governo birmanês não tenha adotado medidas para julgar os responsáveis pelas violações e abusos dos direitos humanos. Há relatórios continuados de que os militares birmaneses cometeram violações e abusos aos direitos humanos em todo o país".

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