Publicidade

Correio Braziliense

FMI: Guerra comercial gera maior risco para crescimento mundial

Disputa entre China e Estados Unidos podem reduzir avanço da economia em 0,5% no ano de 2020


postado em 17/07/2019 16:29

(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
A desaceleração do crescimento do comércio mundial e a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos continuam sendo os maiores riscos para a expansão econômica global, disse Gita Gopinath, economista-chefe do FMI, nesta quarta-feira (17/7).

"Enquanto as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China persistem, vemos uma desaceleração no crescimento do comércio mundial que não é apenas sobre movimentos (comerciais) para outras partes do mundo", declarou em uma entrevista coletiva. 

O presidente Donald Trump destacou que as empresas norte-americanas estão deixando a China para se mudarem para países com menos barreiras tarifárias ou sem restrições e que os Estados Unidos não são afetados pelas repercussões da guerra comercial.

Em vista da situação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a guerra comercial entre as duas principais potências econômicas do mundo poderá reduzir o crescimento econômico mundial em 0,5 ponto em 2020.

"Isso representa um custo significativo para a economia global", disse Gita Gopinath, que aproveitou a oportunidade para lembrar que na próxima terça-feira a previsão de crescimento do FMI será publicada. 

O Fundo informou em seu relatório sobre o setor externo publicado nesta quarta-feira que a guerra comercial ainda não teve impacto sobre os "desequilíbrios externos".

A instituição, com sede em Washington, também pediu para os países em desequilíbrio fiscal (superávit ou déficit) retomarem os esforços de liberalização e fortalecimento do sistema comercial multilateral fundado há 75 anos. 

"No curto prazo, os riscos financeiros estão em geral sob controle", disseram os autores do relatório. Mas "uma intensificação das tensões comerciais ou uma mudança inesperada no Brexit (...) poderia afetar outras economias altamente dependentes da demanda e do financiamento externo".

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade