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Correio Braziliense

EUA aplica sanções à ''rede de enriquecimento nuclear'' iraniana

As sanções, adotadas com base na luta contra a proliferação de armas de destruição em massa, foram aplicadas a sete empresas - sediadas no Irã, China e Bélgica - e a cinco iranianos vinculados à Companhia de Tecnologia Centrífuga do Irã (TESA)


postado em 18/07/2019 20:24

(foto: SAUL LOEB / AFP )
(foto: SAUL LOEB / AFP )
Os Estados Unidos impuseram nesta quinta-feira sanções econômicas contra uma rede internacional acusada de fornecer equipamentos para o programa de enriquecimento nuclear do Irã, país que Washington acusa de querer montar uma bomba atômica.  

As sanções, adotadas com base na luta contra a proliferação de armas de destruição em massa, foram aplicadas a sete empresas - sediadas no Irã, China e Bélgica - e a cinco iranianos vinculados à Companhia de Tecnologia Centrífuga do Irã (TESA).

Esta empresa tem um "papel crucial no programa de enriquecimento nuclear de urânio pela produção de  centrífugas" para a Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI), segundo o departamento americano do Tesouro.

"O governo americano está profundamente preocupado com o enriquecimento de urânio do regime iraniano e com outras atitudes provocadoras, e continuará punindo todos os que apoiam o programa nuclear iraniano", declarou Steven Mnuchin, secretário do Tesouro.

Entre as empresas dedicadas ao comércio e transporte de produtos de alumínio necessários para a fabricação das centrífugas estão a iraniana Bakhtar Raad Sepahan e a chinesa Henan Jiayuan Aluminum Industry.

Segundo as autoridades americanas, estes produtos não podem ser vendidos ao Irã sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU.

Em maio de 2018, o governo de Donald Trump se retirou unilateralmente do acordo nuclear internacional firmado com Teerã três anos antes, e estabeleceu uma série de sanções econômicas para pressionar o Irã.

Em resposta, o Irã passou a ignorar certas cláusulas do acordo, incluindo o limite de urânio enriquecido autorizado para produção pela República Islâmica.

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