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Correio Braziliense

China critica ações de "tipo terrorista" no aeroporto de Hong Kong

"Condenamos com veemência atos de tipo terrorista", afirmou a porta-voz do governo chinês, em referência às agressões cometidas por manifestantes contra cidadãos da China continental


postado em 14/08/2019 09:37

Xu Luying, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado da China continental.(foto: Reg Baker/AFP)
Xu Luying, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado da China continental. (foto: Reg Baker/AFP)
O governo chinês criticou nesta quarta-feira (14) o que chamou de ações de "tipo terrorista" cometidas por manifestantes contra cidadãos da China continental no aeroporto de Hong Kong.

"Condenamos com veemência atos de tipo terrorista", afirmou em um comunicado Xu Luying, porta-voz do Escritório de Assuntos de Hong Kong e Macau do governo chinês, em referência às agressões cometidas na terça-feira por manifestantes contra dois cidadãos da China continental.

Na terça-feira, no quinto dia de uma mobilização sem precedentes no aeroporto de Hong Kong, os manifestantes bloquearam os corredores que levam às zonas de embarque.

No fim da tarde, um homem que usava um colete de imprensa, suspeito de ser um espião das forças de segurança chinesas, foi preso a um carro de bagagens e agredido por um pequeno grupo de manifestantes.

O homem foi retirado do aeroporto em uma ambulância.

O jornal Global Times, publicação oficial do governo chinês em língua inglesa, de linha nacionalista, afirmou que o homem agredido era um de seus repórteres.

Em outro incidente, manifestantes cercaram um homem denunciado como um agente policial infiltrado.

Durante a retirada desta pessoa, a polícia usou gás de pimenta para abrir passagem entre os manifestantes que bloqueavam uma viatura.

Na manhã desta quarta-feira, o aeroporto de Hong Kong registrava atividade normal, após dois de protestos que perturbaram o tráfego aéreo.

A ex-colônia britânica enfrenta a pior crise desde que passou à soberania chinesa em 1997.

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