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Correio Braziliense

China confirma detenção de funcionário do consulado britânico em Hong Kong

Funcionário do consulado do Reino Unido está desaparecido desde 8 de agosto, em um contexto de tensão pelas manifestações na ex-colônia britânica


postado em 21/08/2019 10:16

O homem, identificado pela família como Simon Cheng, viajou em 8 de agosto a Shenzhen para uma reunião de negócios(foto: Anthony Wallace / AFP)
O homem, identificado pela família como Simon Cheng, viajou em 8 de agosto a Shenzhen para uma reunião de negócios (foto: Anthony Wallace / AFP)
 
Pequim, China — O governo da China confirmou, nesta quarta-feira (21/8), a detenção de um funcionário do consulado do Reino Unido em Hong Kong, desaparecido desde 8 de agosto, em um contexto de tensão pelas manifestações na ex-colônia britânica.

Questionado em uma entrevista coletiva, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, declarou que o homem foi colocado em detenção administrativa durante 15 dias em Shenzhen, cidade chinesa na fronteira com Hong Kong, por ter violado uma lei de segurança pública. 

Geng não revelou do que exatamente a pessoa em questão foi acusada nem se será colocada em liberdade. O porta-voz disse que o homem nasceu em Hong Kong, "ou seja, chinês".  "Portanto, este é um assunto doméstico chinês", completou. O ministério britânico das Relações Exteriores manifestou preocupação com as informações sobre a detenção na China de um funcionário do consulado.

A polícia de Hong Kong confirmou a abertura de uma investigação por um caso de desaparecimento em 9 de agosto. O homem, identificado pela família como Simon Cheng, viajou em 8 de agosto a Shenzhen para uma reunião de negócios. A família informou no Facebook que perdeu contato durante a tarde do mesmo dia, quanso o funcionário fazia a viagem de retorno, com passagem pelo controle da Alfândega para entrar em Hong Kong.

O caso acontece em um momento de tensão entre Pequim e Londres pelas manifestações organizadas há mais de dois meses na ex-colônia britânica, devolvida à China em 1997. O porta-voz chinês acusou o governo britânico de "atiçar as chamas" dos protestos contra a influência de Pequim em Hong Kong.

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