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Correio Braziliense

UE deve abandonar 'backstop' para evitar Brexit sem acordo, diz Johnson


postado em 24/08/2019 13:02

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.(foto: Bertrand Guay/AFP)
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. (foto: Bertrand Guay/AFP)
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, declarou neste sábado (24) que a União Europeia deve "abandonar" o mecanismo para a fronteira irlandesa (backstop) previsto no acordo de Brexit, se quiser evitar uma saída sem acordo do Reino Unido da UE. 

"Eu não quero que não haja acordo. Eu digo aos nossos amigos na UE que se eles não querem um Brexit sem acordo, então devem abandonar o backstop (mecanismo de segurança) do tratado", disse o primeiro-ministro à imprensa, pouco antes de pousar na França para a cúpula do G7.

Um dos principais pontos de desacordo entre Londres e Bruxelas é o dispositivo previsto no tratado de Brexit para a fronteira irlandesa, entre a parte da ilha que faz parte do Reino Unido e a República da Irlanda que é membro da UE.

Prevê que, na ausência de uma melhor solução após um período de transição, e para evitar o regresso de uma fronteira entre a província britânica da Irlanda do Norte e a República da Irlanda, todo o Reino Unido permanecerá num "território aduaneiro único" com a UE. 

Boris Johnson estima que este dispositivo mina a "soberania do Estado britânico" e impede que conduza uma política comercial independente das regras da UE.

"Se Donald Tusk (o presidente do Conselho Europeu) não quiser permanecer como o Sr. No Deal Brexit, deve ter isso em mente", disse o primeiro-ministro britânico. 

"A UE sempre esteve pronta para a cooperação", garantiu pouco antes Tusk, também presente em Biarritz para o G7, enquanto se aproxima a data oficial do Brexit de 31 de outubro, sem perspectivas reais de acordo.

Tusk também declarou que "espera que o primeiro-ministro Johnson não queira entrar para a história como o Sr. No Deal". 

Na quinta-feira, ao receber Boris Johnson em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron foi firme na questão irlandesa, dizendo que o tratado negociado fornece "garantias essenciais para a preservação da estabilidade na Irlanda para a integridade do mercado único".

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