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Correio Braziliense

Príncipe Andrew diz que nunca suspeitou de abusos sexuais de Epstein

"Em nenhum momento, durante o tempo limitado que passei com ele, testemunhei ou suspeitei de algum comportamento como os que levaram a sua prisão e condenação", diz Andrew


postado em 24/08/2019 13:28 / atualizado em 24/08/2019 14:25

Imprensa britânica vincula o príncipe Andrew com os escândalos de abuso sexual do magnata americano Jeffrey Epstein.(foto: Leon Neal/AFP)
Imprensa britânica vincula o príncipe Andrew com os escândalos de abuso sexual do magnata americano Jeffrey Epstein. (foto: Leon Neal/AFP)
O príncipe Andrew, que a imprensa britânica vincula com os escândalos de abuso sexual do magnata americano Jeffrey Epstein, afirmou neste sábado (24) que nunca viu nem suspeitou que tivessem ocorrido abusos sexuais quando estava na companhia do bilionário, que se suicidou em uma prisão.

"Em nenhum momento, durante o tempo limitado que passei com ele, testemunhei ou suspeitei de algum comportamento como os que levaram a sua prisão e condenação", afirmou o duque de York mediante um comunicado do Palácio de Buckhingham.

O segundo filho da rainha Elizabeth II defendeu sua amizade com Epstein e afirmou que queria "esclarecer os fatos para evitar novas especulações".

Andrés explica que conheceu Jeffrey Epstein em 1999 e que depois o viu de "forma irregular e provavelmente não mais do que uma ou duas vezes por ano", e indicou que havia se hospedado "em várias de suas residências".

O príncipe reafirmou também que "lamentava" ter visto de novo Epstein após a libertação dele em 2010. O magnata havia cumprido uma pena de prisão após ter sido condenado em 2008 por ter induzido jovens a se prostituírem na Flórida.

Acusado de agressões sexuais a menores, Jeffrey Epstein foi preso e indiciado de novo no início de julho por ter organizado, durante vários anos, uma rede formada por dezenas de jovens, algumas estudantes de ensino médio, com as quais mantinha relações sexuais em suas diversas propriedades, principalmente em Manhattan e na Flórida.

O bilionário foi encontrado morto em 10 de agosto em sua cela em Nova York, e os resultados da autópsia confirmaram um suicídio por enforcamento.

"Seu suicídio deixa muitas questões sem resposta", declarou o príncipe Andrew, que expressou sua "compaixão para com todos aqueles afetados por suas ações e sua atitude".

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