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Correio Braziliense

Com alta de 4% em agosto, inflação na Argentina acumula 30% em 2019

Em meio a crise econômica, Argentina tem um dos índices de inflação mais altos do mundo


postado em 12/09/2019 21:45

Setores de equipamento para o lar (6,1%) saúde (5,2%) lideraram o impacto no custo de vida argentino(foto: AFP/Reprodução)
Setores de equipamento para o lar (6,1%) saúde (5,2%) lideraram o impacto no custo de vida argentino (foto: AFP/Reprodução)
O aumento dos preços da Argentina alcançou 4% em agosto e acumula 30% só neste ano de 2019, um dos índices mais altos do mundo, em uma economia prejudicada pela recessão, a dívida, a pobreza e o desemprego. 

A inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 54,5%, segundo o relatório do estatal Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

O país está em recessão desde o segundo trimestre de 2018, com uma dívida em alta que se aproxima de 100% do Produto Interno Bruto (PIB), um indicador de pobreza acima de 30% e uma taxa de desemprego de 10,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados oficiais. 

Os setores que tiveram maior impacto no custo de vida de agosto foram equipamento para o lar (6,1%), saúde (5,2%) e alimentos e bebidas (4,5%).

A variação de preços ao consumidor tinha desacelerado levemente, chegando a 2,2% em julho, mas a derrota sofrida pelo presidente liberal Mauricio Macri, que tenta a reeleição, nas primárias de 11 de agosto levaram a tensões financeiras e uma desvalorização do peso de 20%. 

Em 2018, o índice de preços ao consumidor na Argentina teve alta de 47,6%.

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