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Correio Braziliense

ONU lamenta que justiça dos EUA tenha aprovado a restrição de asilo

A política de restrições adotadas por Trump visa acabar com o fluxo de imigrantes centro-americanos que tentam se deslocar entre os EUA e o México


postado em 13/09/2019 12:40

Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington(foto: AFP)
Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington (foto: AFP)
A ONU alertou nesta sexta-feira (13/9) sobre os terríveis efeitos que a aprovação da Suprema Corte dos Estados Unidos pode acarretar ao restringir os pedidos de asilo de imigrantes da América Central.

A Suprema Corte americana autorizou na quarta-feira (11/9) a entrada em vigor das restrições de asilo impulsionadas pelo governo do presidente Donald Trump, impedindo que a maior parte dos imigrantes centro-americanos se candidatem a entrar no país.

"Lamentamos o impacto que esta decisão terá sobre as pessoas que procuram asilo", disse um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Andrej Mahecic, em uma entrevista coletiva em Genebra.

Várias dezenas de milhares de pessoas, geralmente famílias com crianças, serão afetadas por essa medida que representa um ponto separado na política de imigração dos Estados Unidos.

A juíza Sonia Sotomayor, discordando da decisão da Suprema Corte, escreveu que: "Mais uma vez, o Poder Executivo emitiu uma regra que busca reverter práticas de longa data em relação aos refugiados que buscam abrigo contra perseguição".

Através do Twitter, Trump elogiou a decisão, escrevendo: "GRANDE VITÓRIA na Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o asilo na fronteira!".

A política de restrições está entre uma série de medidas tomadas por Trump e suas intenções de deter o fluxo de imigrantes centro-americanos que tentam chegar aos Estados Unidos cruzando o México e que pedem asilo na fronteira entre os dois países.

O Pentágono anunciou na terça-feira que manterá no próximo ano até 5.500 soldados posicionados ao longo da fronteira sul dos Estados Unidos para combater a imigração ilegal.

Também divulgou que vai liberar 3,6 bilhões de dólares para a construção de um muro anti-imigração na fronteira, obra prometida por Trump durante sua campanha e que, segundo afirmou à época, seria custeada pelo México.
 

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