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Correio Braziliense

Líder dos jesuítas admite luta na Igreja por eleição do próximo papa

Para Arturo Sosa, superior-geral da Companhia de Jesus, há um conflito político com o objetivo de influenciar a próxima escolha do pontífice


postado em 16/09/2019 15:27

Papa Francisco e o superior-geral da Companhia de Jesus, Arturo Sosa(foto: Osservatore Romano/AFP)
Papa Francisco e o superior-geral da Companhia de Jesus, Arturo Sosa (foto: Osservatore Romano/AFP)
O superior-geral da Companhia de Jesus, o venezuelano Arturo Sosa, admitiu nesta segunda-feira (16/9) em Roma que "há uma luta política dentro da Igreja" com o objetivo de influenciar a eleição do próximo pontífice. 

"Não há dúvida de que há uma luta política na Igreja", disse o líder dos jesuítas em uma reunião em Roma, na sede da imprensa estrangeira.

"Estou convencido de que não é um ataque apenas contra o papa. Francisco está convencido de sua ação desde que foi eleito papa. Na verdade, é uma maneira de influenciar a eleição do próximo papa", disse Sosa. "É que Francisco, com a idade dele, não terá o pontificado mais longo da história. Eles apontam para sua sucessão", afirmou.

"A luta do papa Francisco é contra o clericalismo e o exercício do poder dentro da Igreja. O papa propõe uma Igreja sinodal (ou seja, participativa e que toma decisões coletivamente) contra o clericalismo", disse Sosa, renomado cientista político e professor universitário.

"O sínodo não toma decisões doutrinárias. É uma reunião pastoral, para trocar ideias, fazer recomendações para uma pastoral mais eficaz em áreas importantes, como a América Latina", acrescentou.

É o caso do sínodo convocado por Francisco para a defesa da Amazônia, que será realizado de 6 a 27 de outubro no Vaticano, e que fará um chamado à "Igreja e à sociedade para que se comprometam com uma ecologia integral", afirmou o religioso.

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