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Correio Braziliense

ONU comete 'erro horroroso' quanto a autoria do massacre de Guernica

Batalha representada em famoso quadro de Picasso estava sendo atribuída aos republicanos, sendo que eles foram as vítimas. A ONU pediu desculpas


postado em 16/09/2019 20:07

(foto: Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía/Divulgação. Quadro Guernica, Pablo Picasso)
(foto: Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía/Divulgação. Quadro Guernica, Pablo Picasso)
A ONU pediu desculpas ao governo e ao povo da Espanha ao admitir nesta segunda-feira (16/9) "um erro horrível" em um de seus sites, que apontava os republicanos como os autores do massacre de Guernica, a cidade do País Basco arrasada pela aviação nazista e pela Itália fascista a pedido dos nacionalistas durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39).

 

Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral António Guterres, explicou que a ONU percebeu no fim de semana que seu site de gerenciamento de presentes atribuiu incorretamente por dois ou três anos "a autoria do massacre de Guernica à República da Espanha", um erro horrível.

 

"Os republicanos foram as vítimas, não os autores" do massacre ocorrido em 26 de abril de 1937 e imortalizado por Pablo Picasso em uma imensa pintura em junho daquele ano, disse Dujarric numa entrevista coletiva.

 

O porta-voz disse que o site foi temporariamente desativado para corrigir o erro e revisar todo o seu conteúdo.

 

"Lamentamos o erro e estendemos nossas desculpas ao povo e ao governo da Espanha", disse Dujarric.

 

A grande pintura de Picasso, trabalhado nas cores cinza, preto e branco e mostra corpos mutilados e rostos distorcidos pela dor, tornou-se um poderoso símbolo do horror da guerra. Atualmente, é exibido no museu Rainha Sofia, em Madri.

 

Uma enorme painel que reproduz a "Guernica" em tamanho natural, de -3,5 metros de altura por quase oito metros de comprimento, está localizada na saída do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

A reprodução foi cedida à ONU de Happy Rockefeller, viúva de Nelson Rockefeller, que o encomendou à artista francesa Jacqueline de la Baume Dürrbach em 1955. A obra foi confeccionada sob a supervisão do próprio Picasso. 

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