Publicidade

Correio Braziliense

Acordo do Brexit passa pelo teste de fogo no parlamento

Primeiro ministro defendeu aos deputados que o acordo é um ''nova via'' para o Reino Unido


postado em 19/10/2019 09:58 / atualizado em 19/10/2019 09:58

O parlamento britânico não era convocado num sábado desde a Guerra das Malvinas(foto: Jessica Taylor/AFP)
O parlamento britânico não era convocado num sábado desde a Guerra das Malvinas (foto: Jessica Taylor/AFP)
Londres, Reino Unido - O primeiro-ministro Boris Johnson submete neste sábado (19/10) o acordo do Brexit ao parlamento britânico, onde o texto pode ser rejeitado, o que agravaria o caos e crise, virar, contra todos os prognósticos, em sua vitória política ou simplesmente ser adiado novamente.

Este acordo é "uma nova via adiante" para o Reino Unido e a União Europeia, afirmou Johnson aos deputados, convocados para a primeira sessão em um sábado desde a guerra das Malvinas em 1982.

E, ao destacar que a política britânica está paralisada por esta "única questão que a Câmara parece incapaz de resolver", afirmou que qualquer novo adiamento do Brexit seria "inútil, caro e destrutivo".

Entre as emendas aceitas para debate e votação está uma, apresentada pelo ex-ministro conservador Oliver Letwin, que pede mais tempo para ratificar o texto, o que forçaria o governo a solicitar um novo adiamento da data de saída, atualmente programada para 31 de outubro.

Depois de retornar de Bruxelas, onde anunciou na quinta-feira ao lado do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ter alcançado um "excelente novo acordo", Johnson passou 24 horas tentando convencer os legisladores indecisos sobre o mérito de apoiar sua iniciativa.

Ele tenta de todas as maneiras evitar os passos de sua antecessora, Theresa May, que depois de concluir, há quase um ano, um longo e complexo texto arduamente negociado viu seu acordo ser rejeitado três vezes pelo Parlamento, o que provocou sua renúncia.

A missão não é fácil para Johnson, que em setembro perdeu a maioria parlamentar após a rebelião de 21 deputados conservadores e não conta mais com o apoio dos 10 legisladores do partido unionista norte-irlandês DUP, um aliado fundamental, que já anunciou que votará contra o acordo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade