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Correio Braziliense

Centenas de estudantes se unem aos protestos no Líbano

O Líbano vive um clima de manifestações sem precedentes que paralisou o país com o fechamento, durante as duas primeiras semanas, de bancos, escolas e universidades


postado em 06/11/2019 09:07 / atualizado em 06/11/2019 09:20

Em Beirute foi organizado um protesto em frente à sede do Ministério da Educação(foto: Mahmoud Zayyat / AFP)
Em Beirute foi organizado um protesto em frente à sede do Ministério da Educação (foto: Mahmoud Zayyat / AFP)
Centenas de estudantes libaneses se recusaram a ir às aulas nesta quarta-feira (6/11) para participar do movimento de protesto contra a classe dominante.

Desde 17 de outubro, o Líbano vive um clima de manifestações sem precedentes que paralisou o país com o fechamento, durante as duas primeiras semanas, de bancos, escolas e universidades. 

Antes da pressão das ruas, o primeiro-ministro Saad Hariri renunciou em 29 de outubro, mas as consultas para a formação de um novo gabinete não avançaram, aumentando a revolta dos manifestantes. 

A partir de terça-feira, algumas escolas reabriram, deixando a decisão do Ministério da Educação de retomar ou não os cursos a critério de cada escola. 

Em Tire (sul), os estudantes bloquearam o acesso a uma escola pública, enquanto em Beirute foi organizado um protesto em frente à sede do Ministério da Educação, segundo a agência nacional de informações (ANI). 

Na cidade de Junieh, norte da capital, alguns estudantes se reuniram no pátio da escola pública principal, acompanhados por outros manifestantes depois que seus professores os proibiram de deixar a escola, segundo a mídia local. 

Estudantes universitários acamparam nas cidades de Saida e Nabatieh (ao sul). 

Os manifestantes organizados em Beirute, em frente à sede de vários ministérios, como Finanças e instituições públicas, como a Empresa de Eletricidade do Líbano (ELS), considerada o último símbolo da decrepitude dos serviços básicos em um país classificado na colocação 138 das 180 nações mais corruptas pela ONG Transparência International.

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