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Correio Braziliense

Audiências de processo impeachment de Trump começarão na semana que vem

Audiências públicas serão transmitida ao vivo por televisão e buscam dar transparência em processo que investiga se Trump negociou com a Rússia para interferir nas eleições


postado em 06/11/2019 21:30 / atualizado em 06/11/2019 21:38

Testemunhas-chaves serão ouvidas pelo Congresso americano a partir da próxima quarta-feira (13)(foto: MANDEL NGAN/AFP)
Testemunhas-chaves serão ouvidas pelo Congresso americano a partir da próxima quarta-feira (13) (foto: MANDEL NGAN/AFP)
As primeiras audiências públicas da investigação para uma eventual destituição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, serão realizadas na semana que vem, informou nesta quarta-feira (6) o comitê da Câmara de Representantes que conduz o processo. 

Com essas audiências, que serão transmitidos ao vivo por televisão, entrarão em uma nova fase as pesquisas que buscam determinar se Trump condicionou a ajuda militar à Ucrânia que Kiev investigasse Joe Biden, seu potencial rival democrata nas eleições presidenciais de 2020.

O Comitê de Inteligência da Câmara Baixa informou que na quarta-feira, 13 de novembro de 2019 e no dia 15 de novembro de 2019 serão celebradas as primeiras audiências abertas.

Adam Schiff, congressista que lidera o Comitê, disse que essas audiências abertas permitirão às pessoas verem "o grau que o presidente usou departamentos inteiros do governo com o objetivo ilícito de tentar que a Ucrânia revelasse roupas sujas de um opositor político".

A primeira das audiências se concentrará nos testemunhos de dois diplomatas: William Taylor, encarregado de negócios na Ucrânia, e George Kent, da seção para Europa e Eurásia do Departamento de Estado.

Em uma declaração a portas fechadas, Taylor apoiou a principal acusação contra Trump ao assegurar que o presidente havia condicionado a entrega de ajuda militar à Ucrânia para que Kiev iniciasse investigações sobre uma companhia energética que empregava o filho de Biden. 

Kent expressou sua preocupação pelos esforços da Casa Branca para destituir a então embaixadora dos Estados Unidos na Ucrânia, Marie Yovanovich. 

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