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Correio Braziliense

Forças Armadas e Polícia sugerem que Evo Morales renuncie

Mais cedo, o presidente boliviano tinha anunciado que convocará novas eleições no país


postado em 10/11/2019 17:30 / atualizado em 10/11/2019 17:40

(foto: Aizar RALDES / AFP)
(foto: Aizar RALDES / AFP)
O comandante-chefe das Forças Armadas e da Polícia da Bolívia, o general Williams Kaliman, pediu neste domingo ao presidente Evo Morales que renuncie, em meio a protestos por sua questionada reeleição na votação de 20 de outubro, nas qual a Organização de Estados Americanos (OEA) apontou irregularidades.

 

“Após analisar a situação conflituosa interna, pedimos ao presidente de Estado que renuncie a seu mandato presidencial permitindo a pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”, disse o general Kaliman à imprensa.

 

“Nos somamos ao pedido do povo boliviano de sugerir ao senhor presidente Evo Morales que apresente sua renúncia para pacificar o povo da Bolívia", declarou o comandante geral da Polícia, general Vladimir Yuri Calderón. 

Novas Eleições  

O presidente boliviano já tinha anunciado que convocará novas eleições gerais e renovará a totalidade de magistrados do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), depois da publicação de um informe de auditoria da OEA que invalida as eleições de 20 de outubro.

 

O informe da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgado neste domingo, estabeleceu que a organização não pode "validar os resultados da presente eleição, e portanto se recomenda outro processo eleitoral", ao encontrar irregularidades na contagem de votos. 

 

O presidente detalhou que nas futuras eleições o "povo boliviano (poderá) eleger democraticamente novas autoridades, incorporando novos atores políticos", sem detalhar se ele voltará a se candidatar. 

 

O mandatário foi eleito para um quarto mandato consecutivo na votação de outubro, ao superar por mais de 10 pontos o centrista Carlos Mesa em um resultado polêmico e denunciado como fraudulento pela oposição.

 

Os comitês cívicos que se manifestam nas ruas pediram em assembleias públicas realizadas na semana passada que nem Morales nem Mesa voltem a se candidatar.

 

"Depois desta decisão, quero pedir para baixar a tensão, todos e todas estão obrigados a pacificar a Bolívia", indicou o mandatário.

 

 

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