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Correio Braziliense

Bolsonaro usa renúncia de Evo Morales para defender voto impresso no Brasil

O ex-presidente Lula também usou as redes sociais para comentar a saída do aliado do governo boliviano


postado em 10/11/2019 21:38 / atualizado em 10/11/2019 22:58

(foto: Isac Nóbrega/PR)
(foto: Isac Nóbrega/PR)
O presidente Jair Bolsonaro comentou a renúncia de Evo Morales à presidência da Bolívia, anunciada, neste domingo (10/11), após o comandante do Exército do país vizinho pedir para o governante deixar o poder. Evo tomou a decisão em meio a uma onda de protestos por sua questionada reeleição na votação de 20 de outubro, na qual a Organização de Estados Americanos (OEA) apontou irregularidades. Bolsonaro usou a crise boliviana para voltar a defender o voto impresso no Brasil. 

 

"Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do Presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O VOTO IMPRESSO é sinal de clareza para o Brasil!", tuitou o presidente Brasileiro, que, em entrevista ao jornal O Globo, negou que tenha havido um golpe militar na Bolívia.

 

 

 

“A palavra golpe é usada muito quando a esquerda perde, né? Quando eles ganham, é legítimo. Quando eles perdem, é golpe. Eu não vou entrar nessa narrativa deles aí. A esquerda vai falar que houve golpe agora”, afirmou.

 

Já o ex-presidente Lula manifestou apoio ao aliado e amigo Evo Morales.

"Acabo de saber que houve um golpe de estado na Bolívia e que o companheiro @evoespueblo foi obrigado a renunciar. É lamentável que a América Latina tenha uma elite econômica que não saiba conviver com a democracia e com a inclusão social dos mais pobres", tuitou o petista, que deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba na sexta-feira (8/11), beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que vedou a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

 

 

 

O próprio Evo Morales, também pelo Twitter, destacou o foco no social dos 13 anos do seu governo. "Nos acusam de ditadura os que perderam de nós em tantas eleições. Hoje a Bolívia é uma Pátria livre, uma Bolívia com inclusão, dignidade, soberania e força econômica". 

 

 

 

Pelo Twitter, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, também se pronunciou sobre a situação política da Bolívia. O chanceler culpou a "tentativa de fraude eleitoral maciça" pela saída de Evo Morales, defendendo que não houve golpe — como os defensores do boliviano alegam.

 

"Não há nenhum golpe na Bolívia. A tentativa de fraude eleitoral maciça deslegitimou Evo Morales, que teve a atitude correta de renunciar diante do clamor popular. Brasil apoiará transição democrática e constitucional. Narrativa de golpe só serve para incitar violência", escreveu Araújo. 

 

 

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