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Correio Braziliense

OEA convoca reunião nesta terça sobre crise na Bolívia

Onda de protestos se intensificam nas ruas da Bolívia após o Evo Morales renunciar a presidência do país


postado em 11/11/2019 18:58

Auditoria internacional constatou irregularidades nas eleições presidenciais (foto: Aizar RALDES/AFP)
Auditoria internacional constatou irregularidades nas eleições presidenciais (foto: Aizar RALDES/AFP)
A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião especial nesta terça-feira para tratar a crise na Bolívia, sacudida pela renúncia do presidente Evo Morales depois de três semanas de violentos protestos por eleições questionadas.

A sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA, que será em 12 de novembro às 15H00 (17H00 em Brasília) na sede da organização, em Washington, foi convocada a pedido do Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Peru, República Dominicana e Venezuela, informou a OEA em um comunicado.

A Venezuela está representada na OEA por um emissário do líder opositor, Juan Guaidó, e não do governo de Nicolás Maduro, aliado de Morales

A ordem do dia publicada pela presidência do Conselho Permanente, ocupada atualmente pela Guatemala com vice-presidência do Brasil, inclui o informe da "análise de integridade eleitoral" das eleições de 20 de outubro na Bolívia.

As descobertas preliminares dessa auditoria, realizada em acordo com o governo de Morales, descrevem "irregularidades" que e recomendam uma nova votação, segundo o informe divulgado no domingo.

"A equipe auditora não pode validar os resultados da presente eleição, de modo que se recomenda outro processo eleitoral. Qualquer futuro processo deverá contar com novas autoridades eleitorais para poder realizar eleições confiáveis", indicou o texto.

Horas antes de sua renúncia no domingo, Morales havia convocado novas eleições. Sua renúncia, pressionado por militares, policias e pela oposição, que exigiram que ele deixasse o cargo que ocupava desde 2006 com o objetivo de pacificar o país, foi denunciada como um "golpe de Estado" por governos de esquerda da América Latina, entre eles México, Cuba, Argentina, Venezuela e Uruguai.

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