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Correio Braziliense

Militares atuarão com a polícia para deter violência na Bolívia

Quartéis da polícia em algumas cidades do país foram queimados e saqueados por partidários do ex-presidente


postado em 11/11/2019 22:45

(foto: CLAUDIO CRUZ / AFP)
(foto: CLAUDIO CRUZ / AFP)
As Forças Armadas da Bolívia decidiram realizar operações conjuntas com a polícia para conter a violência provocada em várias regiões do país por partidários do ex-presidente Evo Morales, anunciou seu comandante, general William Kaliman.

 

"O comando das Forças Armadas determinou a execução de operações conjuntas com a polícia para evitar sangue e luto na família boliviana", disse Kaliman em declaração à TV local.

 

Kaliman determinou à tropa que utilize "a força de forma proporcional contra os atos de vandalismo que causam terror na população".

 

Kaliman recordou que as "Forças Armadas jamais abriram fogo" contra a população.

 

O chefe da polícia de La Paz pediu nesta segunda-feira a ajuda dos militares para deter a onda de violência gerada por partidários de Morales, que renunciou no domingo sob pressão.

 

"Ao comandante das Forças Armadas peço que intervenha: meu general Williams Kaliman, peço que intervenha porque a polícia boliviana foi superada", declarou o coronel José Barrenechea.

 

Quartéis da polícia em algumas cidades do país foram queimados e saqueados por partidários do ex-presidente.

 

A partir da tarde desta segunda-feira, centenas de apoiadores de Morales caminhavam em direção a La Paz da cidade vizinha de El Alto, enquanto o ex-presidente Carlos Mesa denunciava um iminente ataque à sua casa.

 

Mesa, principal adversário de Morales nas eleições de 20 de outubro, afirmou no Twitter que uma "multidão violenta se dirige" à sua casa com a intenção de destruí-lo" e pediu ajuda à Polícia. 

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