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Correio Braziliense

Evo Morales diz que OEA se juntou a golpe de Estado na Bolívia

Relatório da OEA sobre eleições no país indica "graves irregularidades


postado em 13/11/2019 15:53 / atualizado em 13/11/2019 16:23

Senadora Jeanine Añez se declarou presidente interina da Bolívia(foto: Aizar Raldes/AFP)
Senadora Jeanine Añez se declarou presidente interina da Bolívia (foto: Aizar Raldes/AFP)
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje (13) que a Organização dos Estados Americanos (OEA) se juntou ao golpe de Estado e a chamou de "neogolpista". As declarações foram feitas em entrevista concedida a W Rádio Colômbia. Morales pediu que militares e policiais não "metam bala no povo".

"Infelizmente, a OEA aderiu a esse golpe de Estado. Eu recomendo aos novos políticos da América Latina cuidado com a OEA. A OEA é neogolpista para mim", disse.

Morales está na Cidade do México desde ontem (12). O país ofereceu-lhe asilo político após ele ter anunciado sua renúncia, no último domingo (10).

Em uma auditoria nas eleições bolivianas, a organização internacional concluiu que houve "graves irregularidades" e solicitou que fosse realizado um novo pleito, com novos representantes no Tribunal Supremo Eleitoral, para que houvesse garantia e isenção.

Apesar de ter convocado novas eleições, Evo Morales disse que o documento tinha "tom político" e questionou a credibilidade da auditoria da OEA. Algumas horas após a divulgação da OEA e tendo recebido a "orientação" por parte das Forças Armadas de que deveria renunciar, Morales anunciou que deixaria o cargo.

Na entrevista de hoje, Morales questionou também a atitude da senadora de direita Jeanine Áñez que se autoproclamou presidente interina do país em uma sessão sem a presença de parlamentares do partido Movimento al Socialismo (MAS), de Evo Morales e sem quórum suficiente.

Morales criticou as Forças Armadas e pediu que não "metam bala" na população. "Equipei as Forças Armadas não para que ajam contra o povo, mas para que defendam a pátria. Lamento muito que as Forças Armadas estejam com o golpe de Estado", afirmou.

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