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Correio Braziliense

Irã é origem de protestos no Oriente Médio, diz secretário americano

De acordo com o secretário Mike Pompeo, os iranianos já estão fartos do regime de Teerã


postado em 02/12/2019 17:47 / atualizado em 02/12/2019 17:47

(foto: ATTA KENARE / AFP)
(foto: ATTA KENARE / AFP)
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse nesta segunda-feira (2) que a rejeição ao regime de Teerã foi o fator que impulsionou os protestos populares no Oriente Médio, principalmente no Iraque, no Líbano e no Irã.

Embora reconhecendo várias razões locais para os distúrbios que assolaram o Oriente Médio e outras regiões, Pompeo apontou o dedo para o Irã, considerado um arqui-inimigo do governo Donald Trump. "Eles querem o Hezbollah e o Irã (o grupo xiita libanês) fora de seu país, fora de seu sistema como uma força violenta e repressiva", afirmou o secretário na Universidade de Louisville.

Segundo Pompeo, o então primeiro-ministro Adel Abdel-Mahdi renunciou, "porque as pessoas exigiam liberdade e forças de segurança mataram dezenas e dezenas de pessoas. Isso se deve em grande parte à influência iraniana".

"O mesmo aconteceu no Líbano, os protestos em Beirute", enfatizou.

Nesse sentido, Pompeo ressaltou que os protestos no Irã mostraram que os iranianos também estão "fartos" do regime de Teerã. De acordo com a Anistia Internacional, estes atos multitudinários terminaram em mais de 200 mortos.

"Eles veem uma teocracia que rouba dinheiro. Os aiatolás roubam dezenas e dezenas de milhões de dólares", denunciou Pompeo.

Tanto no Iraque quanto no Líbano, os manifestantes pediram, principalmente, o fim da corrupção, mais esforços para criar empregos e uma reestruturação do sistema político.

No Iraque, o presidente Abdel-Mahdi mantém laços estreitos com o Irã, de maioria xiita, mas também recebeu apoio dos Estados Unidos.

Na semana passada, manifestantes atearam fogo ao consulado iraniano em Najaf, no centro do Iraque.

Com laços estreitos com a Arábia Saudita e com Israel, principais adversários do Irã, o governo Trump deu prioridade ao controle da influência regional de Teerã, inclusive por meio da imposição de sanções radicais.

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