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Correio Braziliense

Governo da Colômbia negociará diretamente com líderes dos protestos

Manifestantes estão há 12 dias nas ruas na maior onda de protestos na Colômbia desde os anos 1970


postado em 02/12/2019 19:38

Protestos pedem a adoção
Protestos pedem a adoção "integral" do acordo de paz firmado com os rebeldes das FARC, combate à corrupção, entre outros (foto: Raul ARBOLEDA/AFP)
O governo do presidente Iván Duque aceitou nesta segunda-feira dialogar diretamente com os líderes dos protestos na Colômbia, que há doze dias agitam as ruas do país, mas pediu que seja suspensa a manifestação convocada para a próxima quarta-feira.

"Estamos hoje dispostos e prontos para nos sentar esta tarde ou amanhã para discutir" sua agenda de exigências, disse à imprensa Diego Molano, coordenador dos diálogos propostos por Duque para deter a onda de protestos.

O funcionário pediu a suspensão da passeata convocada para o dia 4 de dezembro, para reduzir os "efeitos econômicos" da greve sobre o comércio antes do Natal.

"Afirmamos ao Comitê Nacional de Greve que o governo e o presidente Duque têm toda a disposição para o diálogo, sem ultimatos e pressões, pelo bem da Colômbia".

Até o momento não há um posicionamento do Comitê Nacional de Greve, que reúne sindicatos, estudantes, indígenas e políticos de oposição.

O Comitê já propôs ao governo uma agenda de discussões em torno das múltiplas exigências dos manifestantes, incluindo a adoção "integral" do acordo de paz firmado em 2016 com os rebeldes das FARC, o combate à corrupção, uma melhor política de segurança e o fim dos assassinatos de ativistas de direitos humanos, líderes sociais e ex-guerrilheiros. 

Desde 21 de novembro, milhares de pessoas se mobilizam, quase diariamente, em diferentes cidades da Colômbia, na maior onda de protestos no país desde os anos setenta.

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